Vitória para estimular
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
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Arsène Wenger espera que o Arsenal ultrapasse o mau momento de forma em casa e faça do jogo dos oitavos-de-final da Champions League, frente à Roma, a rampa de lançamento para um fim de época em cheio.
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Arsène Wenger está esperançado que o Arsenal FC ultrapasse o mau momento de forma em casa e faça do jogo dos oitavos-de-final da UEFA Champions League, frente à AS Roma, a rampa de lançamento para um fim de época em cheio.
"O 'clique' que falta"
O empate a zero dos "gunners" frente ao Sunderland AFC, no sábado, foi o seu quinto em seis jogos e o quarto a zero dessa sequência. Ainda assim, Wenger quer que o desafio de vencer a formação orientada por Luciano Spalletti faça sobressair o melhor dos seus jogadores. "É um desafio muito importante", disse o treinador do Arsenal. "Neste momento, sinto que a equipa está a atravessar um período em que uma grande vitória pode dar-lhe um suplemento adicional de confiança. Esta equipa tem bastante qualidade e desenvolveu-se mentalmente, mas ainda lhe falta o 'clique' necessário para explorar todo o seu potencial. Cabe-nos a nós perder qualquer tipo de receio e rumar em direcção a um fim de época com confiança total".
Ameaça chamada Totti
O Arsenal venceu cinco das seis eliminatórias anteriores disputadas frente a opositores italianos, mas parte para este confronto inferiorizado por uma lista de lesionados que inclui Emmanuel Adebayor, Eduardo da Silva, Cesc Fàbregas e Theo Walcott, jogadores responsáveis por grande parte do seu poderio atacante. No entanto, Wenger pode contar com Abou Diaby, totalmente apto, para actuar no meio-campo, e as suas instruções são para "não se retrair". Depois de se queixar das tácticas defensivas do Sunderland no fim-de-semana, espera que este seja um desafio mais aberto. "Regra geral, a Champions League é mais agradável de jogar, mas também mais difícil – correm-se mais riscos e se se comete um erro o adversário tira proveito disso". E existem poucos jogadores a fazê-lo melhor do que Francesco Totti, como Wenger avisou: "Ele pode quebrar a resistência de uma defesa com um passe a qualquer momento, se lhe derem liberdade suficiente".
Confiança
Wenger pode ver o seu desejo de um jogo aberto realizado, já que o treinador da Roma, Spalletti, não se sente incomodado com a série de 22 jogos invicto do Arsenal em casa a contar para as competições europeias, incentivando os seus jogadores a "usar a mesma abordagem, quer joguem em casa ou fora". "Temos que confiar nas nossas qualidades e ser fortes, isso é que é importante – ter confiança face a qualquer equipa, mesmo que seja o Arsenal", disse. Apesar de a Roma ter perdido apenas duas vezes em dez jogos neste novo ano, o seu registo em partidas realizadas em Inglaterra não augura nada de bom. Ganharam apenas um dos últimos 12 jogos, incluindo uma derrota por 1-0 em Londres, frente ao Chelsea FC (de Hilário, Bosingwa, Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho e Deco, aos quais se juntou Quaresma) em Outubro. Mesmo assim, bateu o Chelsea em Roma, com Spalletti a afirmar: "Já vencemos equipas inglesas. O carácter que os meus jogadores já mostraram em várias ocasiões contra este tipo de adversários dá-me a confiança suficiente para saber que, mais cedo ou mais tarde, vamos ganhar em solo britânico igualmente".
Juan ausente
Os "giallorossi" não vão poder contar, com quase toda a certeza, com Juan e Mirko Vučinić, enquanto Cicinho e Totti não cumpriram o treino de segunda-feira à noite na sua totalidade. Cicinho é a dúvida maior e enquanto o capitão da selecção italiana Sub-21, Marco Motta, pode ser o seu substituto directo no posto de lateral-direito, as alternativas ao defesa-central Juan representam uma aposta arriscada: Simone Loria cometeu um erro fatal no seu único jogo em 2009, frente à Reggina Calcio, e alinhou apenas uma vez na UEFA Champions League; Souleymane Diamoutene apenas fez a sua estreia na vitória de sábado frente ao AC Siena, por 1-0.