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A revolução russa de Hiddink

O Chelsea espera que Guus Hiddink produza em Stamford Bridge um efeito semelhante ao que teve no futebol russo. O uefa.com explica as principais mudanças implementadas pelo técnico holandês na Rússia.

Hiddink é felicitado após ter guiado a Rússia à fase final do UEFA EURO 2008™
Hiddink é felicitado após ter guiado a Rússia à fase final do UEFA EURO 2008™ ©Getty Images

Guus Hiddink já possuía enorme prestígio como treinador quando, em 2006, assumiu o comando da selecção russa. O holandês levou o país a marcar presença na fase final do UEFA EURO 2008™, chegando até às meias-finais, resultados que levaram agora o Chelsea FC a oferecer-lhe um contrato até ao final da época. Oleg Sokel, jornalista que acompanhou o trabalho de Hiddink na Rússia para o uefa.com, explica as cinco mudanças que o holandês trouxe à selecção do Leste.

Nº1: Rejuvenescimento
A escolha de Hiddink não foi bem aceite por todos os adeptos russos, pois muitos contestaram um salário que se diz rondar os sete milhões de euros. O ambiente não melhorou quando os russos iniciaram a qualificação para o Campeonato da Europa com dois empates, nas recepções à Croácia e Israel. Hiddink usou a sua experiência de duas décadas ao mais alto nível e decidiu apostar na juventude, recorrendo a jogadores como Pavel Pogrebnyak para praticar o futebol atacante que Roman Abramovich pretende ver no Chelsea. O dono do clube de Londres também quer resultados e a Rússia atingiu as meias -finais do Europeu com a equipa mais jovem da prova, onde a média de idades era ligeiramente superior a 26 anos.

Nº2: Mentalidade 
Depois de ter os jogadores que pretendia, Hiddink implementou uma mentalidade moderna na equipa, substituindo um regime rigoroso por um outro onde a impera a responsabilização dos jogadores. No entanto, o holandês mostra-se inflexível no cumprimento das regras. Sergei Ignashevich foi dispensado da selecção quando chegou várias horas atrasado ao estágio para um encontro com a Polónia. O defesa tinha avisado alguns elementos da equipa técnica que iria chegar mais tarde, mas Hiddink não ficou satisfeito com as explicações.

Nº3: Melhor organização 
Hiddink não é apenas um treinador, estando bem mais próximo daquilo a que os ingleses chamam de "manager", o que será bastante útil para o seu trabalho no Chelsea. O holandês exigiu que a selecção russa ficasse hospedada nos melhores hotéis, com quartos separados e boas ligações aéreas. "As questões de organização deixaram de ser um problema desde que Hiddink assumiu o comando da selecção", explicou Diniyar Bilyaletdinov à revista Sovetsky Sport Football. "A resolução deste tipo de questões contribuiu para uma maior ordem em campo. Considero que Hiddink trouxe uma grande evolução neste aspecto".

Nº4: Ambiente 
"Hiddink é um treinador sensato", explicou Sergei Semak, capitão da Rússia. "Sabe quando tem de ser sério e quando pode brincar". Isto ficou provado durante o estágio para o UEFA EURO 2008™. A pressão era grande em Rottach-Egern , mas Hiddink divertiu os seus jogadores quando dispensou o autocarro da equipa e optou por seguir para os treinos de bicicleta, mesmo quando chovia intensamente. Um dia, o autocarro buzinou para tentar ultrapassar o ciclista holandês, e Hiddink respondeu com um gesto com a mão. "Todos os jogadores se riram muito", explicou Semak.

Nº5: Preparação física 
Os jogadores não só apreciaram o bom ambiente vivido na selecção, como também gostaram de trabalhar com a equipa de excelentes especialistas reunida por Hiddink. Durante a preparação para a fase final do Europeu, os russos trabalharam com o fisioterapeuta Arno Philips e o preparador físico Raymond Verheyen, com Roman Pavlyuchenko a emagrecer quatro quilos. Os efeitos da boa preparação notaram-se no embate dos quartos-de-final, quando os russos bateram a Holanda, que até então se tinha revelado imparável. "Um excelente treinador derrotou 11 talentosos jogadores holandeses", declarou Andrei Arshavin ao uefa.com. "Hiddink colocou-nos a praticar um futebol totalmente diferente".

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