Lucho apoia por fora
terça-feira, 25 de novembro de 2008
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Ausente da partida desta terça-feira ante o Fenerbahçe devido a ter sido expulso frente ao Dínamo, o médio argentino Lucho acredita que, mesmo sem ele, os colegas de equipa do FC Porto podem triunfar na Turquia.
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A antiga glória do CA River Plate, José Manuel Moreno, disse uma vez que "o tango é a melhor maneira de treinar: mantém-se o ritmo e depois vai-se alterando à medida que avançamos". E parece que o FC Porto seguiu esse conselho num momento crucial da respectiva campanha na presente edição da UEFA Champions League.
Golo da vitória
Os portistas deslocaram-se ao terreno do FC Dynamo Kyiv na quarta jornada, depois de terem sido derrotados por 1-0 em casa pela formação ucraniana e de uma goleada de 4-0 sofrida no reduto do Arsenal FC, mas aos dois minutos do tempo de compensação, Lucho surgiu na grande área no momento certo a desviar um cruzamento do compatriota Lisandro González e deu o triunfo à sua equipa em Kiev, por 2-1, permitindo a subida ao segundo lugar do Grupo G. Apesar do segundo cartão amarelo, mostrado na sequência das comemorações do golo, ter ditado a sua expulsão e consequente impedimento para a partida frente ao Fenerbahçe SK, onde uma vitória pode significar a passagem aos oitavos-de-final, ninguém duvida da importância que o médio argentino tem no campeão português.
Confiança
O desafio de terça-feira vai ser apenas o segundo que Lucho falha na UEFA Champions League desde que ingressou no FC Porto em 2005, sendo que o seu registo de nove golos em 25 jogos é o segundo melhor do clube na prova, apenas atrás de Mário Jardel, com 19. No entanto, o antigo jogador do CA Huracán e do River Plate está frustrado por não alinhar em Istambul. "Esqueci-me que já tinha um cartão amarelo", disse Lucho ao uefa.com. "Foi só quando comecei a correr atrás da baliza que me apercebi que já tinha tirado a camisola e o árbitro ia expulsar-me. Sabíamos que era um jogo importante e a adrenalina é sempre elevada em situações como esta, mas é preciso saber manter o controlo. Foi um golo importante, mas depois cometi um grande erro. Ainda assim, estou calmo, já que temos uma equipa forte e quem jogar vai fazê-lo da melhor maneira possível".
Espírito de equipa
Apesar da alcunha de "El Comandante" mostrar o quanto é apreciado pelos adeptos do FC Porto, Lucho é rápido a colocar em evidência o colectivo em vez do individual. "Não existem muitos jogadores que consigam ganhar jogos sozinhos e eu não sou um deles, por isso precisamos dos 11 jogadores titulares e dos suplentes para atingir os nossos objectivos", disse.
Apuramento
Uma vitória frente ao Fenerbahçe, combinada com um empate ou derrota do Dínamo em casa do Arsenal, garante aos jogadores de Jesualdo Ferreira o apuramento para os oitavos-de-final, qualquer que seja o resultado da partida da sexta jornada diante dos "gunners", pelo que Lucho pensa positivo. "Sabíamos que ia ser um grupo muito difícil e sofremos uma derrota caseira que ninguém estava à espera, mas o futebol é isso mesmo", afirmou. "Na Champions League enfrentam-se equipas que não são tão conhecidas ou que não possuem historial na prova, por isso pensa-se que vão ser vitórias fáceis, mas já não é bem assim. As nossas hipóteses melhoraram com o triunfo na Ucrânia, mas é fundamental obter um bom resultado na Turquia para assegurar a qualificação".