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Scolari satisfeito com a escolha feita

Se ainda havia dúvidas sobre a capacidade de Luiz Felipe Scolari para treinar um clube depois de um interregno de sete anos em que orientou selecções, o seu começo de época no Chelsea dissipou-as.

Luiz Felipe Scolari está a gostar do regresso ao comando técnico de um clube
Luiz Felipe Scolari está a gostar do regresso ao comando técnico de um clube ©Getty Images

Se ainda havia dúvidas sobre a capacidade de Luiz Felipe Scolari para treinar um clube depois de um interregno de sete anos em que orientou selecções, o seu começo de época no Chelsea FC dissipou-as por completo.

Bom começo
Desde que deixou o Cruzeiro EC em 2001, Scolari levou o Brasil à conquista do Mundial de 2002 e passou cinco anos bem sucedidos ao serviço da selecção portuguesa. Mas a capacidade e a habilidade técnica que o ajudaram a vencer a Taça Libertadores com o Grêmio FBPA e o SE Palmeiras nos anos 90 não o deixaram agora que chegou a Stamford Bridge: O Chelsea ainda não conheceu o sabor da derrota sob a sua orientação, iniciando a participação na UEFA Champions League – a primeira do brasileiro – com uma vitória por 4-0 sobre o FC Girondins de Bordeaux. No entanto, o treinador, de 59 anos, nunca duvidou de que conseguiria fazer a transição entre selecção nacional e clube da melhor forma.

Especialista em clubes
"Sinto-me bastante bem, porque aceitei o trabalho em selecções nacionais numa altura em que não era exactamente isso que eu pretendia", disse Scolari, que anunciou a sua mudança para o Chelsea durante a participação de Portugal no UEFA EURO 2008™, antes da partida dos quartos-de-final. "Nunca pensei treinar uma selecção. Sempre quis orientar clubes, sendo aceite e respeitado nesse meio específico. Mas depois acabei por envolver-se nos trabalhos de selecções e agora tenho seis ou sete anos de experiência acumulada. Dirigi três: o Kuwait [em 1990, com o qual venceu a Taça do Golfo], depois o Brasil e por fim Portugal. Mas grande parte da minha carreira tem sido passada em clubes, primeiro como jogador e agora como treinador".

"Sinto-me em casa"
Scolari também está satisfeito com a escolha efectuada. "No Chelsea sinto-me em casa", disse. "Sinto-me confortável e faço o que sempre quis. Agora tenho um contacto mais próximo com os jogadores, porque trabalho com eles durante três ou quatro horas todos os dias e é isso que eu gosto de fazer – estar em contacto com eles e acompanhar a sua evolução, tal como a da equipa em si. Ser capaz de ver os aspectos em que estamos a melhorar e quais os que ainda precisam de ser trabalhados. Sinto-me bastante bem e julgo que regressei ao treino de clubes na altura certa. Estou muito contente por estar no Chelsea. Não podia desejar melhor regresso ao futebol de clubes".

Velhos amigos
A escolha do Chelsea não deve ser alheia ao facto de no plantel estarem Paulo Ferreira, José Bosingwa, Ricardo Carvalho e Deco, que Scolari orientou aquando da passagem pela selecção portuguesa, e ainda Hilário, bem como dos seus compatriotas brasileiros Alex e Juliano Belletti, este último um dos eleitos de Scolari para o Mundial de 2002. "Em certos momentos, é uma ajuda preciosa, porque falamos a mesma língua", afirmou Scolari. "Também existem jogadores de outras nacionalidades e muitas das vezes não falo em português quando há outros por perto. Em vez disso, prefiro utilizar uma linguagem compreendida por todos, de modo a não pensarem que tenho favoritos com base na língua ou na afinidade cultural. Mas é óbvio que, em certas ocasiões, é muito importante para mim ter na equipa um jogador com o qual já trabalhei anteriormente e que fala a mesma língua que eu, como acontece com os portugueses e os brasileiros da equipa".

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