Wenger espera dificuldades
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
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Arsène Wenger está ansioso por ver o Arsenal enfrentar o "teste mais exigente" frente ao campeão europeu AC Milan.
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O treinador do Arsenal FC, Arsène Wenger, está ansioso por ver a sua equipa enfrentar o “teste mais exigente” quando medir forças com o campeão europeu AC Milan, em jogo da primeira mão dos oitavos-de-final da UEFA Champions League.
“Teste mais exigente”
Wenger tem um bom registo frente a equipas italianas nos últimos anos, com alguns encontros memoráveis frente à Juventus e FC Internazionale Milano, dos quais resultaram vitórias dos “gunners” no cômputo geral. Mesmo assim, considera os visitantes como favoritos: “Este é o teste mais exigente. Nós somos os desafiadores, porque o Milan é que é o detentor da UEFA Champions League. Eles têm a qualidade e a experiência. Podemos ganhar-lhes, mas sabemos que precisamos de estar ao nosso melhor nível para vencer”.
Lançados no campeonato
Os londrinos lideram a Premier League inglesa, com oito vitórias numa série de dez jogos sem perder, resultados que levaram a uma vantagem de cinco pontos sobre o Manchester United FC – que goleou o Arsenal por 4-0 no fim-de-semana, em jogo da Taça de Inglaterra. “Foi um mau dia”, comentou Wenger a propósito da eliminação na quinta ronda. “O Milan constitui um teste tão formidável às nossas capacidades que já nos esquecemos do que se passou no sábado”.
Detentores do título
Ao contrário dos anfitriões, o registo interno do Milan tem sido decepcionante apesar das seis vitórias nos últimos dez jogos da Serie A terem elevado a equipa ao quinto lugar, embora a 21 pontos do líder e maior rival FC Internazionale Milano. Como Wenger sabe, uma campanha interna de fraco nível não afectou a caminhada dos “rossoneri” até à conquista da sétima Taça dos Clubes Campeões Europeus, na época passada. “Acredito que esta é uma oportunidade para mostrar o que valem, porque são os melhores e os que têm o melhor registo nesta competição. Para mim, o mais importante é jogar sem o travão de mão – partir para o encontro com o desejo de fazer o nosso jogo e não calcular muito. Temos de ir para cima deles e jogar livremente”, continuou o treinador francês.
Almunia indisponível
O Arsenal poupou vários jogadores em Old Trafford, mas Bacary Sagna, Gaël Clichy e Mathieu Flamini estão de volta, assim como Emmanuel Adebayor. Tomáš Rosický, Robin van Persie e Abou Diaby estão entre os ausentes devido a lesão, enquanto o guardião Manuel Almunia, a contas com uma virose, será substituído por um ex-jogador do Milan, o experiente Jens Lehmann. Os visitantes também têm problemas entre os postes, com Dida (lesionado nas costas) ausente e Zeljko Kalac esperançado em ultrapassar uma lesão num dedo de uma mão. O veterano Valerio Fiori, de 38 anos, está de prevenção, tal como o ponta-de-lança Alexandre Pato, que tem menos 20 anos. O brasileiro tenta recuperar de um traumatismo num tornozelo a tempo de acrescentar mais golos aos quatro que leva em seis jogos pelo seu novo clube. Ronaldo estará ausente dos relvados até final da época, após ter sofrido nova lesão grave num joelho na semana passada.
“A atitude certa”
“Vamos precisar de mostrar carácter, humildade e a atitude certa”, disse o técnico do Milan, Carlo Ancelotti, que pode inspirar-se no afastamento do Manchester United nas meias-finais da época passada. “Temos de ser corajosos. O nosso sucesso até à data deve-se a essa abordagem. Na época passada, fomos ao campo do United e ao do Bayern e assumimos a iniciativa e o controlo. Creio que agora será a mesma coisa. Até podemos perder, como aconteceu em Manchester, mas manter-nos-emos fiéis ao nosso jogo, sempre conscientes de que ainda haverá a segunda mão”.