Camacho afasta pressão
terça-feira, 23 de outubro de 2007
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Após duas derrotas consecutivas no Grupo D, o técnico do Benfica não considera decisivo o jogo diante do Celtic.
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Apesar de ter entrado na UEFA Champions League com duas derrotas consecutivas, o treinador do Benfica, José António Camacho, não considera que o jogo contra o Celtic FC seja, forçosamente, decisivo para a campanha europeia do clube da Luz.
"Muito importante"
A formação de Camacho precisa de averbar os primeiros pontos no terceiro encontro do Grupo D, mas o técnico considera essa pressão normal numa competição de um nível tão elevado. "Estamos entre as principais equipas na UEFA Champions League e precisamos de nos aproximar dos outros conjuntos do grupo. É muito, muito importante conseguirmos os três pontos", disse.
Ameaça aérea
O treinador espanhol espera um duelo aceso no jogo aéreo frente ao campeão escocês, que já venceu o campeão europeu AC Milan, admitindo que poderá apostar em Óscar Cardozo e no seu companheiro sul-americano, Gonzalo Bergessio, no ataque. "As formações escocesas são muito competitivas e o Celtic é uma equipa forte, mas também temos futebolistas bons no jogo aéreo", acrescentou.
Reencontro
Camacho também está ansioso pelo reencontro com o treinador do Celtic, Gordon Strachan. O benfiquista estava no Real Madrid CF quando os "merengues" foram surpreendidos pelo Aberdeen FC, onde alinhava o médio Strachan, na final da Taça dos Vencedores das Taças de 1983. "Mas agora, felizmente, não estamos a jogar. Prefiro lembrar-me da vez em que o Real Madrid venceu o Celtic na Taça dos Clubes Campeões Europeus".
Capitão preocupa
Strachan, que ainda não sabe se poderá contar com o capitão Stephen McManus, após este se ter lesionado na derrota do fim-de-semana contra o Rangers FC, recebeu a boa notícia do regresso do médio Paul Hartley e do avançado Jan Vennegoor of Hesselink, ambos aptos para o embate com o Benfica após terem falhado o jogo de sábado.
Atitude positiva
O treinador, de 50 anos, acredita que a sua equipa pode melhorar o registo verificado nos jogos da UEFA Champions League disputados fora de portas, afirmando que a sua equipa vai abordar o jogo de Lisboa com uma atitude positiva, negando que o grande resultado (2-1) em casa, contra o Milan, possa originar uma postura mais cuidadosa. "Eu disse aos jogadores: 'Continuam na frente do campeonato e venceram o AC Milan'", afirmou. "Agora, a prioridade é ganhar. Os jogos mudam, é claro, por isso podemos decidir a dez minutos do final que o empate é um bom resultado".
Concentração fundamental
O defesa do Celtic, John Kennedy, revelou que o seu objectivo era entrar melhor no jogo do que na época passada, quando os escoceses estavam já a perder por 2-0 aos 22 minutos, numa partida que terminou 3-0. A derrota na jornada inaugural, diante do FC Shakhtar Donetsk, em que o Celtic também já perdia por 2-0 nos primeiros minutos, foi uma experiência valorosa para muitos dos jovens da equipa sobre como devem encarar os embates fora. "Se não começarmos bem ou concentrados, podemos ser castigados", disse Kennedy. "Foi a primeira vez que alguns de nós jogaram na UEFA Champions League, mas, se não tivéssemos entrado tão mal, o resultado do encontro poderia ter sido outro".