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Sonho continua vivo

FC Porto 1-1 Chelsea FC
Raul Meireles e Shevchenko marcaram os golos numa partida emocionante e onde a incerteza do resultado reinou até final.

O FC Porto manteve-se na corrida pelo apuramento para os quartos-de-final da UEFA Champions League, apesar do empate a uma bola cedido na recepção ao Chelsea FC.

Vantagem efémera
Os "dragões" ganharam vantagem na primeira mão dos oitavos-de-final ainda antes do quarto-de-hora de jogo, graças a um golo de Raul Meireles, mas Shevchenko fez jus ao facto de ser o segundo melhor marcador de sempre das competições europeias (está agora a apenas quatro golos do líder Gerd Muller), colocando o Chelsea em vantagem na eliminatória. O empate do Estádio do Dragão alongou-se igualmente aos remates ao poste, com Ricardo Quaresma e Didier Drogba a não serem felizes.

A surpresa Diarra
Com Ricardo Quaresma de regresso e Fucile no lado esquerdo, Jesualdo Ferreira apresentou o "onze" já esperado, com Raul Meireles a formar uma dupla de combate com Paulo Assunção, na tentativa de parar o habitualmente demolidor meio-campo inglês. A única surpresa da noite ficou reservada para José Mourinho, que premiou a recente "explosão" do jovem Lassana Diarra com a titularidade no lado direito da defesa londrina. Quanto aos jogadores portugueses dos "blues", Ricardo Carvalho foi titular e Paulo Ferreira suplente não utilizado. Hilário, esse, viu o jogo da bancada.

Lesão de Terry
Num lotado e inspirador Estádio do Dragão, as duas equipas fizeram questão de frustrar os planos a todos aqueles que previram um jogo calculista e onde a qualidade daria, impreterivelmente, lugar ao pragmatismo. O primeiro sinal desse cenário surgiu logo aos quatro minutos, quando Michael Ballack atirou de cabeça ao lado, na sequência de um livre. E foi preciso esperar apenas mais quatro minutos para se assistir a um dos lances decisivos da primeira parte, com John Terry a colocar mal o pé no chão e a sofrer uma entorse do tornozelo. O capitão dos "blues" abandonou de imediato o relvado, mas a verdade é que os visitantes demoraram cinco minutos para proceder à substituição, algo que viria a revelar-se fatal.

Golo e... resposta
Aproveitando a temporária superioridade numérica e algum desnorte do adversário, Hélder Postiga trabalhou bem no lado esquerdo e cruzou para a área do Chelsea, estavam decorridos 12 minutos. Makelele cortou de cabeça, mas possibilitou o remate de primeira de Raul Meireles, com a bola ainda a tabelar em Frank Lampard e a bater Petr Cech. Mourinho, que se preparava finalmente para lançar Obi Mikel, tocou imediatamente de ideias e apostou na velocidade de Robben para partir em busca do empate. O extremo holandês não desiludiu o seu técnico e assistiu brilhantemente Shevchenko para o 1-1 aos 16 minutos, com o avançado ucraniano a bater Helton na sequência de um remate rasteiro e cruzado.

Ao poste!
O ritmo frenético do encontro não abrandou e Lisandro López ficou muito perto de devolver a vantagem ao FC Porto aos 20 minutos. Postiga isolou magistralmente o argentino mas este não conseguiu iludir Cech, que efectuou uma excelente defesa. A resposta inglesa apareceu volvidos cinco minutos e teve como protagonista a maior suspeito da formação de Stamford Bridge. Lampard cobrou um livre e solicitou a fenomenal impulsão de Didier Drogba, que viu o seu cabeceamento sair um pouco por cima da barra. No entanto, o momento da noite esteve prestes a materializar-se aos 39 minutos, quando Ricardo Quaresma acertou com estrondo na barra, naquele que seria um golo de antologia.

Ao poste!
José Mourinho trocou o tocado Robben por Mikel, avançando para aquela que teria sido a sua aposta inicial caso o FC Porto não tivesse marcado primeiro. Apesar de a partida ter continuado movimentada, a verdade é que as duas equipas encaixaram melhor uma na outra, denotando os forasteiros superiores níveis de concentração em relação ao evidenciado na etapa inicial. Jesualdo Ferreira sentiu que começava a perder o nevrálgico meio-campo e não hesitou em colocar Marek Cech em campo, saindo Raul Meireles.

Poste deixa tudo em aberto
O equilíbrio de forças manteve-se sensivelmente até aos 70 minutos, altura em que o Chelsea ganhou algum ascendente. Didier Drogba ainda teve no pé esquerdo uma soberana oportunidade para fazer o 2-1 e sentenciar, praticamente, a eliminatória, mas o avançado da Costa do Marfim imitou Quaresma e acertou no poste da baliza de Helton, a 12 minutos dos 90. Como José Mourinho tinha previsto na antevisão do encontro, a decisão deste embate terá mesmo lugar em solo inglês, sendo certo que o FC Porto vai ter de marcar dentro de 15 dias para continuar a sonhar com uma segunda conquista da UEFA Champions League.