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Ronaldinho leva Barça à glória

O ano em revista: Ronaldinho foi o dínamo que levou o Barcelona ao título de campeão europeu pela segunda vez na história do clube catalão.

Para um clube com a dimensão e a fama do FC Barcelona, há muito que os catalães se podem considerar sub-representados na lista de vencedores da Taça dos Clubes Campeões Europeus. A equipa de Frank Rijkaard percorreu um longo caminho até equilibrar estas contas com o triunfo na final do Stade de France, em Paris, realizada a 17 de Maio de 2006, quando venceu o Arsenal FC, por 2-1, e assim conquistou o prémio mais desejado do futebol do Velho Continente.

O brilho de Ronaldinho
O fantástico tridente de ataque composto por Ronaldinho, Lionel Messi e Samuel Eto’o revelou-se demasiado forte para Werder Bremen, Udinese Calcio e Panathinaikos FC, na fase de grupos, tendo os catalães finalizado o Grupo C com cinco vitórias e um empate, 16 golos marcados e somente dois sofridos. O Chelsea FC foi o adversário dos oitavos-de-final, naquela que constituiu a desforra em igual fase na edição de 2004/05. Nessa altura, o Chelsea levou a melhor, mas desta vez os comandados de José Mourinho não puderam travar o Barça, tendo um tento de Ronaldinho em Camp Nou qualificado o Barcelona para os quartos-de-final. Seguiram-se o Benfica e o AC Milan, antes de os espanhóis defrontarem o Arsenal na final.

"Jovens lobos" à conquista da Europa
Se a presença do Barça no jogo decisivo parecia estar reservada de início, ninguém previa que fosse o Arsenal o outro finalista. A venda do então capitão Patrick Vieira, no Verão, deixou o clube de Londres com um vazio difícil de preencher no meio-campo e uma sucessão de lesões levaram a que Arsène Wenger tivesse de confiar na juventude. Foi assim que Cesc Fabregas, Philippe Senderos, Emmanuel Eboué e Mathieu Flamini conquistaram a Europa. Os londrinos passaram facilmente pela fase de grupos, frente a AFC Ajax, AC Sparta Praha e FC Thun, tendo depois surpreendido o Real Madrid CF nos oitavos-de-final. Na fase seguinte foi a Juventus a ficar pelo caminho, antes de uma vitória mesmo à justa sobre o Villarreal CF, na primeira mão, lançar o Arsenal para a sua primeira final na Taça dos Clubes Campeões Europeus.

Belletti decide
Uma grande penalidade defendida por Jens Lehmann a remate de Juan Román Riquelme, no El Madrigal, elevou a contagem do guardião alemão para dez jogos consecutivos sem sofrer golos. A defesa do Arsenal terminaria a competição tendo estado 995 minutos sem consentir qualquer tento. O próprio Lehmann quebrou o recorde da prova a título individual ao ficar 763 minutos sem sofrer golos, marca que nem mesmo o Barcelona conseguiria quebrar. Não que Lehmann estivesse à espera. A sua sorte mudou quando se tornou no primeiro jogador a ser expulso numa final da Taça dos Clubes Campeões Europeus, após ter derrubado Samuel Eto’o logo aos 18 minutos. Os "gunners" ainda se adiantaram no marcador, através de um cabeceamento de Sol Campbell, naquele que foi o seu derradeiro jogo com a camisola do clube inglês, mas a entrada de Henrik Larsson, igualmente a despedir-se do Barcelona, virou a toada do encontro. O sueco entrou aos 60 minutos, a tempo de criar os golos de Eto’o e Juliano Belletti, naquela que constituiu uma brilhante reviravolta dos catalães.

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