Ao ritmo do tango
terça-feira, 17 de outubro de 2006
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FC Porto 4-1 Hamburger SV
Os "dragões" recolocaram-se na rota do apuramento no Grupo G, numa partida em que Lisandro López bisou.
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O FC Porto reacendeu as suas hipóteses de terminar o Grupo G num dos dois primeiros lugares, após ter goleado esta terça-feira em casa o Hamburger SV, por 4-1. Lisandro López (2), Lucho González e Hélder Postiga assinaram os tentos dos “dragões”, que agora seguem no terceiro lugar, com quatro pontos, a três do líder PFC CSKA Moskva.
Estreia de Fucile
O técnico do FC Porto, Jesualdo Ferreira, efectuou apenas uma alteração em relação ao “onze” que bateu (3-0) o Marítimo no passado fim-de-semana, com Bosingwa a ficar de fora e a ceder o seu lugar no lado direito da defesa a Fucile. O lateral uruguaio teve, assim, oportunidade de se estrear com a camisola dos “dragões” em jogos oficiais e logo numa partida desta magnitude, tentando mostrar o porquê da sua contratação ao Liverpool de Montevideu. Do lado do Hamburgo, a grande surpresa prendeu-se com a inclusão do defesa camaronês Thimothée Atouba, que recuperou à última da hora de uma lesão na virilha.
Início alucinante
A partida teve um início alucinante, com Hélder Postiga a precisar apenas de 53 segundos para desferir o primeiro remate perigoso da noite, na sequência de um rápido contra-ataque pela direita. O Hamburgo respondeu apenas dois minutos volvidos, por intermédio de Sorín, que rematou ao lado. As duas equipas pareciam apostadas num futebol de ataque e propício ao espectáculo, mas esse cenário não demorou a cair por terra quando um impiedoso temporal se abateu sobre o Estádio do Dragão. O relvado começou a ceder face à intensa chuva e, como seria de esperar, esse facto veio dificultar a missão dos jogadores.
Lisandro marca
Após um período de adaptação ao novo piso “aquático”, o FC Porto mostrou-se bem mais expedito nesse particular e chegou ao golo aos 14 minutos. Anderson roubou a bola na esquerda ao capitão do Hamburgo, Wicky, antes de flectir para o meio e entrar na grande área, ao que se seguiu um passe mortal para Lisandro López, que apenas teve de encostar para o primeiro golo da noite. Os visitantes acusaram o toque e pareceram algo desorientados nos minutos que se seguiram, com Postiga a ficar muito perto de aproveitar aos 18 minutos, quando viu o guarda-redes Kirschstein evitar o 2-0 com uma saída arrojada.
Hamburgo acorda
E quando tudo indicava que seria o FC Porto a ditar o ritmo de jogo até ao intervalo, o Hamburgo despertou da sonolência em que estava envolvido e começou a exercer um ligeiro mas gradual ascendente a partir dos 25 minutos. Mahdavikia atirou à figura de Helton, dois minutos antes de o guarda-redes brasileiro efectuar uma brilhante defesa em resposta a um remate de fora da área de Trochowski. Os visitantes chegaram mesmo a introduzir a bola na baliza do FC Porto aos 35 minutos, através de Ljuboja, mas o árbitro da partida assinalou uma falta sobre o guardião dos “dragões”. O Hamburgo não desanimou e continuou a pressionar o adversário, apostando invariavelmente no lado esquerdo do seu ataque, onde Atouba e Sorín revelaram bom entendimento.
Lesão… e golo!
E a inquietude sentida nos adeptos “azuis-e-brancos” ameaçou transformar-se em desespero aos 43 minutos, altura em que o jovem prodígio Anderson teve de ser substituído por Jorginho, devido a lesão. Mas quando todos já esperavam pelo intervalo, Ljuboja cortou a bola com a mão na sua grande área, na sequência de um pontapé de canto, originando uma grande penalidade que Lucho González se encarregou de converter com êxito. A dádiva do Hamburgo simplificou, e de que maneira, a missão dos anfitriões para a etapa complementar, ao mesmo tempo que constituiu um rude golpe para um conjunto que parecia capaz de lutar pelos três pontos.
Tempo de gerir…
Órfão da magia de Anderson, o FC Porto optou por controlar o adversário no arranque dos segundos 45 minutos, preocupado em preservar a vantagem no marcador e, mais importante ainda, três pontos vitais na corrida pelos dois primeiros lugares do agrupamento. O Hamburgo não conseguiu manter o mesmo rendimento e atitude revelados após o primeiro golo, tendo de esperar até aos 58 minutos para construir um lance de perigo digno desse nome. Ljuboja saltou mais alto do que os defesas portistas na marcação de um livre e cabeceou a milímetros da barra. Mas quem pensou que esse lance iria acordar a equipa alemã enganou-se redondamente, até porque o 3-0 estava já ao virar da esquina.
… e de golear
E quis o destino que fosse Ricardo Quaresma, até então algo apagado, a fabricar o melhor tento do jogo. O extremo esgueirou-se pela direita e não se assustou com a presença de vários adversários no seu caminho, cortando para fora antes de assinar um cruzamento teleguiado que permitiu a Hélder Postiga cabecear para o fundo da baliza. O Hamburgo baixou definitivamente os braços e viria a sofrer novo golo a nove minutos do 90. O recém-entrado Bruno Moraes isolou Lisandro e o avançado argentino não perdoou. Aos 89 minutos, Piotr Trochowski ainda reduziu para os alemães, mas já era tarde demais.
Viagem à Alemanha
O FC Porto volta a defrontar este mesmo Hamburgo no dia 1 de Novembro, desta feita na Alemanha, sendo que nesse mesmo dia o Arsenal recebe em Londres o CSKA de Moscovo.