Barça quer ainda mais
segunda-feira, 11 de setembro de 2006
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Com ainda mais experiência do que na época passada, o Barcelona procura tornar-se na primeira equipa a defender com sucesso a conquista da UEFA Champions League.
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A palavra-chave do “dicionário” de Frank Rijkaard, desde que este assumiu o comando técnico do FC Barcelona, tem sido 'concentração'. Não serão feitas grandes previsões, nem será dado grande ênfase a um determinado encontro que não seja o que vier a seguir no movimentadíssimo calendário da equipa de Camp Nou.
Categoria e experiência
Após ter ganho a UEFA Champions League, culminando uma excelente temporada, que também viu os catalães conquistarem a Primera División, os “culés” iniciam esta semana a defesa do troféu alcançado no Stade de France, frente ao Arsenal FC, com um capital de experiência que se junta à já conhecida categoria técnica do plantel. Agora, ainda se está para ver se a equipa onde actua o luso-brasileiro Deco poderá tornar-se na primeira formação a defender com sucesso o título europeu desde que, em 1993, a Taça dos Clubes Campeões Europeus assistiu ao advento da UEFA Champions League.
Substituto para Larsson
Até e incluindo a final de Paris, o Barcelona sofreu apenas cinco golos, tendo marcado 24 tentos, não dando quaisquer indicações quanto a alterações no plantel necessárias para o bom desempenho da equipa. Contudo, uma medida considerada necessária foi encontrar quem substituísse o veterano Henrik Larsson, que preferira regressar à Suécia.
Defesa (ainda) mais forte
Eidur Gudjohnsen foi considerado como o substituto ideal e a sua transferência do Chelsea FC viria a causar um impacto imediato, adaptando-se na perfeição à realidade “blaugrana”. Tendo apresentado uma defesa bastante compacta na época passada, o Barça, ainda assim, optou por reforçá-la, aproveitando a complicada situação em que se viu mergulhada a Juventus para contratar Lilian Thuram e Gianluca Zambrotta.
Estrelas polivalentes
Rijkaard sabe que necessita não apenas de um grande plantel para poder responder com sucesso às exigências do futebol moderno, como ainda de vários jogadores que sejam capazes de jogar em mais do que uma posição. E, ao contratar Gudjohnsen, Thuram e Zambrotta, o treinador do Barcelona viu-se com mais jogadores de qualidade e versáteis, o que tornou o seu plantel ainda mais temível.
Resultados determinantes
Pela terceira época consecutiva, o Barcelona defrontará o Chelsea FC, mas o que está em jogo não será determinante como nos dois duplos embates anteriores, pois, desta vez, nenhuma das equipas será automaticamente eliminada. Enquanto a comunicação social se concentra no embate entre os “blaugrana” e o conjunto que inclui os portugueses Paulo Ferreira e Ricardo Carvalho e é dirigido por José Mourinho, os jogadores estão bem cientes que os resultados frente às outras duas equipas do grupo, o Werder Bremen e o PFC Levski Sofia, serão determinantes.
Percurso perfeito
“O mais importante é qualificarmo-nos e, se conseguirmos, queremos ganhar o grupo”, explicou Gudjohnsen. “Não se tratará apenas dos jogos com o Chelsea, porque também os embates com o Werder Bremen e o Levski. Teremos de jogar o máximo que soubermos em cada um desses jogos e, se os vencermos a todos, tanto melhor”.
Ronaldinho confiante
Ronaldinho também ainda não está preparado para se concentrar nos jogos com o Chelsea, uma vez que acredita o que factor mais importante no sucesso do Barça é a própria forma de jogar dos catalães. “Sabemos bem como o Chelsea é bom. Têm um plantel impressionante e as suas contratações do Verão foram excelentes. Mas acredito que não nos devemos preocupar demasiado com os outros”.
Repetir conquistas
Tendo já saboreado o sucesso, não se sente que paire sobre Camp Nou qualquer ponta de arrogância. O facto de terem conquistado troféus apenas aumentou a ambição da equipa e do seu técnico por ainda mais triunfos.