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terça-feira, 8 de agosto de 2006
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FK Austria Wien 1-1 Benfica
Apesar de não ter conseguido vencer, o fantástico golo de calcanhar de Nuno Gomes colocou o Benfica com um pé na fase de grupos.
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O Benfica ficou mais perto de garantir um lugar na fase de grupos da UEFA Champions League, depois do empate a uma bola registado esta noite no terreno do FK Austria Wien, em partida relativa à primeira mão da terceira pré-eliminatória. Nuno Gomes deu vantagem à equipa "encarnada" na sequência de um fantástico golo de calcanhar, mas Blanchard restabeleceu a igualdade ainda no primeiro tempo e deu aos austríacos algumas esperanças para o segundo encontro da eliminatória.
Quim titular
Impossibilitado de utilizar jogadores influentes como Simão Sabrosa, Alcides, Léo e Miccoli, Fernando Santos apostou em Quim para a baliza, ao mesmo tempo que viu Katsouranis recuperar a tempo de um pequeno toque sofrido no dia anterior. Manu e Paulo Jorge também foram titulares, com Rui Costa a tentar municiar o homem mais avançado da equipa "encarnada", Nuno Gomes. Quanto aos anfitriões, o técnico Frenkie Schinkels manteve o seu tradicional 4-4-2, com destaque para a dupla de centrocampistas formada pelo francês Blanchard e pelo checo Vachousek.
Entrada de rompante
O Áustria de Viena não se deixou impressionar pelo nome e favoritismo do adversário, tendo protagonizado uma entrada de rompante na partida, com o objectivo de marcar cedo. O primeiro remate com algum perigo surgiu logo no segundo minuto do encontro e pertenceu ao defesa-esquerdo dos campeões austríacos, Papac, mas o esférico saiu por cima da barra. Contudo, o Benfica começou paulatinamente a equilibrar a contenda, fazendo prevalecer o seu superior toque de bola, exemplificado na perfeição por Rui Costa.
Nuno Gomes "à Madjer"
E foi mesmo o talentoso médio que deu início à brilhante jogada que viria a resultar no golo "encarnado", naquela que foi a primeira ocasião em que a equipa portuguesa logrou chegar com perigo ao último reduto do Áustria. O camisola 10 endossou a bola a Katsouranis e este solicitou a desmarcação de Paulo Jorge na direita, com o extremo a cruzar para o coração da área, onde apareceu Nuno Gomes a tocar de calcanhar para o fundo das redes. O lance de antologia fez lembrar um outro que também teve lugar neste mesmo Estádio Ernst Happel, quando Madjer abriu caminho à vitória do FC Porto na final da Taça dos Campeões Europeus.
Empate inesperado
O tento deu início a um período em que o Benfica dominou a seu bel-prazer as operações, perante um Áustria que acusou em demasia o toque. No entanto, e quando nada o fazia prever, a formação da casa conseguiu chegar ao empate aos 36 minutos, por intermédio do seu capitão de equipa. Lasnik cobrou um livre para o segundo poste, onde surgiu o lateral Troyanski a ganhar nas alturas e a cabecear a bola para a entrada da área. Blanchard estava no sítio certo, livre de marcação, e não se fez rogado, desferindo um pontapé rasteiro que não deu hipóteses a Quim.
Austríacos sem soluções
Nélson ainda rematou a rasar o poste aos 44 minutos, mas o resultado não se alterou até ao intervalo. Insatisfeito com a prestação da sua equipa, o treinador do Áustria procedeu a duas alterações de uma assentada, lançando no encontro Mila e Ceh. A aposta não surtiu efeito, já que os austríacos continuaram a revelar debilidades na construção de lances de ataque, frente a um Benfica que, sem fazer um grande jogo, foi gerindo o precioso golo marcado fora e espreitando o contra-ataque, alicerçado na visão de jogo de Rui Costa e na velocidade de Manu e Paulo Jorge.
Radomski providencial
O Benfica esteve muito perto de se adiantar novamente no marcador aos 59 minutos, quando Petit cobrou um livre directo de muito longe. O remate saiu forte e quase traiu o guarda-redes Safar, que apenas conseguiu defender para a frente, valendo aos visitados o facto de Radomski ter aliviado o esférico na altura certa, já que Nuno Gomes preparava-se para empurrar para o 1-2. Três minutos volvidos foi a vez de Wallner tentar a sua sorte noutro livre directo, com Quim a revelar algumas dificuldades para travar o disparo.
Boas perspectivas
O jogo foi-se arrastando sem grandes motivos de interesse, excepção feita a um lance aos 76 minutos, em que Rui Costa descobriu Paulo Jorge na esquerda e este cruzou para o remate de pé direito do recém-entrado Marco Ferreira. Porém, o extremo acertou mal na bola e esta saiu muito por cima. Apesar da falta de pontaria, é o Benfica que aborda em vantagem o jogo da segunda mão, agendado para o dia 23 de Agosto, no Estádio da Luz. À sua espera na fase de grupos estão já o FC Porto e o Sporting.