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Lehmann no seu melhor

O facto de o Arsenal ainda não ter sofrido golos na presente edição da UEFA Champions League, sempre que Jens Lehmann jogou na baliza, evidencia a enorme confiança do guarda-redes alemão.

Para alguns adeptos ingleses mais velhos, o cântico “Aborrecido Arsenal” é algo de familiar, pois sob o comando de George Graham, um dos antecessores de Arsène Wenger, o Arsenal FC era uma equipa que ganhava por poucos golos.

Carismático guarda-redes
No entanto, desde que revolução francesa chegou a Londres, trazendo consigo a enorme influência do futebol continental, se há algo que os “gunners” não podem ser acusados é de serem uma equipa enfadonha. Ao mesmo tempo, viram o carismático guarda-redes Jens Lehmann pegar de estaca na baliza. Aos 36 anos e na sua terceira época no clube, o antigo guardião do FC Schalke 04 e BV Borussia Dortmund entrou na galeria dos heróis de Highbury, muito por culpa de ter defendido uma grande penalidade nos últimos segundos da segunda mão da meia-final da UEFA Champions League, diante do Villarreal CF, que colocou o clube na primeira final da sua história.

“Nós adoramo-lo”
Ao impedir o golo de Juan Román Riquelme no El Madrigal, tudo o que se falou do, por vezes, pouco ortodoxo estilo de Lehmann, deixou de fazer sentido. O capitão Thierry Henry evidencia isso mesmo: "O Jens tem estado muito consistente esta temporada. Apesar dos seus momentos de alguma loucura, nós adoramo-lo”. O facto de ter tirado o lugar a Oliver Kahn na selecção da Alemanha provou que há espaço para a sua loucura, o que, aliado à inviolabilidade das redes na UEFA Champions League, sempre que jogou, constitui a prova da enorme confiança que Lehmann tem dado à equipa.

“Momentos de sorte”
Mas foi a defesa ao penalty contra o Villarreal que colocou Lehmann nas primeiras páginas: "Como é óbvio, tudo aconteceu porque o árbitro marcou a grande penalidade e aí disse para mim mesmo: 'Bem, estou aqui para não sofrer golos e agora preciso de alguma intuição e sorte’. Fiquei algo surpreendido por ele ter demorado um pouco mais que o normal a marcar o castigo e eu não sabia bem o que fazer. Saltava para a frente e para trás e também para os lados. Por fim, lá se decidiu em rematar. Por vezes sentimo-nos privilegiados por dispor de alguns momentos de sorte na vida”.

Não festejar
Fazendo jus ao seu ar austero, Lehmann só festejou aquando do apito final. "O jogo ainda não tinha terminado e não sou daqueles que festeja as grandes penalidades quando não são decisivas”, afirmou. "Isso aconteceu, mas uns minutos mais tarde, mas aquele não era o momento”. Essa defesa provou ser a afirmação plena de Lehmann, depois de algumas exibições menos conseguidas na época passada e que lhe custaram a perda do lugar para Manual Almunia. Quando o espanhol passou por um momento menos bom de forma, o alemão mostrou que era ele o o dono da baliza. "Fui apenas suficiente e o treinador tirou-me da equipa”, lembra. "Foram tempos difíceis, durante os quais até pensei em sair do clube, mas a minha família revelou-se importante nesta altura e todos quisemos ficar”.

Concentração
Essa decisão de ficar revelou-se a mais acertada e agora o guardião tem a possibilidade de ajudar o Arsenal a ganhar, pela primeira vez, a UEFA Champions League. Contudo, a euforia de jogar a final ainda não tomou conta dele. ”Estou completamente concentrado, mas será melhor perguntarem-me qual vai ser o meu sentimento depois da final porque ainda não ganhámos nada”, afirmou.

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