Não há favoritos para Rijkaard
segunda-feira, 15 de maio de 2006
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O FC Barcelona pode partir como favorito para a final da UEFA Champions League, mas o técnico dos catalães, Frank Rijkaard, não dá nada como garantido.
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O FC Barcelona pode partir como favorito para a final da UEFA Champions League, mas o técnico dos catalães, Frank Rijkaard, não dá nada como garantido.
Tarefa nada fácil
O treinador holandês levou a equipa à revalidação do título espanhol conquistado na época passada, mas está bem ciente que uma “dobradinha” que inclua a UEFA Champions League não é tarefa nada fácil de atingir, dado o calibre do adversário de quarta-feira, no Stade de France, o Arsenal FC.
Sem favorito
“Não me importa o que os outros digam sobre quem é o favorito, porque sei que numa final não há favoritos. Trata-se apenas um jogo e existem várias coisas que podem influenciar o encontro: a tensão, os nervos, o sistema, as tácticas e outras. Temos apenas de dar o nosso melhor, mas nego firmemente que se possa falar num favorito”.
Carreira brilhante
Após brilhante carreira como jogador no AFC Ajax, Real Zaragoza e AC Milan, Rijkaard pretende estabelecer-se agora como treinador. O golo apontado pelo AC Milan na final de 1989/90, frente ao Benfica, proporcionou ao holandês a sua segunda de três Taças dos Clubes Campeões Europeus como jogador, pecúlio que quer agora iniciar no banco de suplentes.
Credenciais como treinador
O compatriota Johan Cruyff - campeão europeu como jogador e treinador - acredita que Rijkaard é mais que capaz de imitar o seu feito, tendo comentado a propósito da formação catalã: “Ele criou uma equipa muito boa, apaixonante, uma equipa de futebol muito ofensiva - o que significa que fez um bom trabalho, um excelente trabalho”.
Mentalidade inglesa
Contudo, mesmo o Barça “estelar” de Rijkaard terá de estar ao melhor nível para levar de vencida o Arsenal, conforme reconheceu o técnico: “O Arsenal é daquelas equipas com muita habilidade e técnica, que dá tudo, à boa maneira da mentalidade inglesa. Por isso, não iremos ficar na expectativa”.
“É incrível”
Apesar do quarto lugar na Premiership poder sugerir um período de transição do Arsenal, Rijkaard não poupou elogios à jovem formação de Arsène Wenger: “Normalmente, quando se muda uma equipa e despontam vários jovens talentosos, costuma ser necessário esperar um pouco para aferir da capacidade de se estabelecerem ao mais alto nível. No entanto, penso que progrediram de maneira surpreendente, pois vi alguns jogos deles e apreciei bastante”.
O futuro de Henry
Muita da boa disposição de Rijkaard no jogo com os "gunners" em Paris dependerá do capitão dos londrinos, Thierry Henry. Sem dúvida um dos melhores atacantes que a Europa produziu, a incerteza da sua ligação contratual com o Arsenal levanta a possibilidade de uma mudança para Camp Nou, no Verão.
"Excelente jogador"
Rijkaard preferiu não aumentar a especulação, embora tenha concordado no facto de Henry ser um dos jogadores que não se importava nada de treinar: “Se perguntar a qualquer treinador se gostava de ter Thierry Henry na sua equipa, diriam obviamente que sim, pois trata-se de um excelente jogador. Então porque não poderei eu dizer também?" Um grande jogador e um grande competidor - um homem que merece toda a admiração de Frank Rijkaard.