Pellegrini aposta na velha receita
domingo, 23 de abril de 2006
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Para tentar anular a vantagem do Arsenal, o Villarreal aposta no futebol criativo, mas cauteloso, que lhe permitiu chegar até às meias-finais.
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Manuel Pellegrini garante que o Villarreal CF não vai alterar o seu estilo de futebol criativo, mas ao mesmo tempo cauteloso, que lhe permitiu chegar às meias-finais da UEFA Champions League, isto apesar de os espanhóis estarem obrigados a marcar na terça-feira, no El Madrigal, para anular a vantagem do Arsenal FC.
"A mesma filosofia"
Na semana passada, o Arsenal venceu por 1-0, após ter conseguido anular brilhantemente a capacidade de circulação de bola do Villarreal, uma arma que esta época já tinha provocado dissabores noutras equipas britânicas, como o Everton FC, Manchester United FC e Rangers FC. O treinador chileno acredita que a sua equipa tem capacidade para dar a volta à eliminatória, tendo afirmado: "Foi esta filosofia de jogo que nos permitiu chegar até este ponto. Vamos tentar vencer o Arsenal por uma margem superior àquela que fomos derrotados em Londres. Vamos jogar exactamente da mesma forma como fizemos em todos os outros jogos europeus que disputámos esta época no El Madrigal".
"Tranquilidade"
"Não vejo qualquer razão para alterar o nosso estilo habitual, isto apesar de o Arsenal vir jogar aqui com alguma tranquilidade, por ter uma vantagem de 1-0", acrescentou Pellegrini. A equipa espanhola está apenas a um passo de se tornar na primeira, desde 1992, a atingir a final no ano de estreia na UEFA Champions League, uma proeza que há 14 temporadas foi conseguida pela UC Sampdoria. O treinador estará certamente mais optimista pelo facto de alguns jogadores já terem cumprido castigo e outros não terem lesões tão graves como se supunha.
O regresso de Viera
Juan Manuel Peña, Quique Álvarez e José María Romero já treinaram com os companheiros e devem ser titulares na terça-feira, enquanto o guarda-redes Sebastián Viera já cumpriu castigo. Desta vez o jogador suspenso na equipa espanhola é Alessio Tacchinardi. Estes regressos permitem ao chileno estar optimista em relação à sua equipa ser capaz de evitar os venenosos contra-ataques dos "gunners" e, ao mesmo tempo, criar perigo para o Arsenal. Isto apesar de a equipa inglesa não sofrer golos há 829 minutos em jogos da competição.
Henry decisivo
O Arsenal sabe que vai encontrar pela frente um meio-campo compacto, com três elementos, constituído por Marcos Senna, Josico e Juan Pablo Sorín. O grande desafio para Arsène Wenger é saber se o seu sector mais recuado, constituído por Gilberto Silva e por Sol Campbell, pois Philippe Senderos está mais uma vez lesionado, consegue controlar o influente Juan Román Riquelme. Do lado espanhol, Pellegrini não pretende fazer uma marcação individual a Thierry Henry. O avançado francês assistiu Kolo Touré para o golo que decidiu a primeira mão e foi o carrasco do Real Madrid CF, em Fevereiro, na última deslocação do Arsenal a Espanha.
Posse de bola
Pellegrini explicou: "Quero que o Villarreal mantenha a posse de bola e que a utilize sabiamente, essa é a melhor forma de controlar Thierry Henry. A maior pressão está sobre o Arsenal, pois a única que temos é a vontade de estar na final. Estamos aqui para dar o último passo". Wenger explicou a forma como o Arsenal vai abordar a partida: "A nossa táctica passa por defender em bloco sempre que não temos a posse de bola e, depois, quando a conseguirmos recuperar, sair rapidamente para o ataque. A melhor táctica é marcar mais um golo".
Campbell apto
O treinador francês está convencido que Campbell conseguiu superar dos problemas que recentemente o afectaram, explicando o actual momento do defesa-central internacional inglês: "O Sol está preparado para ajudar a equipa a atingir o seu objectivo. Um jogador como ele precisa de um grande jogo para se sentir motivado". Gaël Clichy, que estava lesionado desde Novembro, está de novo apto para jogar, enquanto José Antonio Reyes poderá regressar e ocupar o lugar de Robert Pires. O treinador promete "100 por cento de concentração" de todos os jogadores que estiverem em campo.
"Pequena vantagem"
"Para atingir uma final desta importância é preciso fazer dois grandes jogos e, até agora, só fizemos um", continuou Wenger. "Não penso que sejamos favoritos, a única coisa que conquistámos foi uma curta vantagem e um pequeno ascendente psicológico". Se conseguirem marcar fora de casa, na terça -feira, os ingleses poderão tornar essa vantagem inultrapassável.