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Wenger pede concentração

O técnico do Arsenal acredita que o clima de emoção envolvendo o regresso de Patrick Vieira a Highbury passará para segundo plano assim que começar o encontro dos quartos-de-final.

O treinador do Arsenal FC, Arsène Wenger, espera que o antigo capitão da sua equipa, Patrick Vieira, seja alvo de recepção calorosa no regresso a Londres. Apesar deste interessante pormenor, o técnico pretende manter os seus jogadores totalmente concentrados na tarefa que têm em mãos no primeiro duelo com a Juventus, nos quartos-de-final da UEFA Champions League.

"Nove anos fantásticos"
Vieira deixou a capital inglesa no Verão passado, ingressando no clube de Turim numa transferência orçada em 20 milhões de euros, e Wenger acredita que os adeptos de Highbury vão prestar o devido tributo ao internacional francês. "Espero que ele tenha uma recepção fantástica, pois deu nove anos a este clube - nove fantásticos anos", sublinhou o técnico. "Será um prazer rever o Patrick, mas ele ainda é uma enorme força, portanto, teremos de trabalhar muito para condicionar a sua influência".

Ausências importantes
O Arsenal continua privado de Sol Campbell, que se lesionou num osso do pé durante um treino, e de Fredrik Ljungberg, devido a um problema nos gémeos, mas o líder da Serie A também se apresenta sem duas unidades influentes - Alessandro Del Piero (lesão numa coxa) e Pavel Nedvěd (a cumprir castigo). O internacional transalpino não estará disponível igualmente no encontro da segunda mão, mas Wenger tratou de desvalorizar estas ausências. "Quando há jogadores indisponíveis, avançam outros com diferentes qualidades. A Juventus possui um plantel alargado e, por vezes, quando os elementos menos utilizados têm alguma oportunidade entram ávidos de sucesso".

Pressão extra
A equipa de Wenger nunca avançou além dos quartos-de-final da Taça dos Clubes Campeões Europeus e é, nesta altura, o único sobrevivente inglês na competição. Contudo, o treinador procura, de alguma forma, desmontar a pressão. "Obviamente, a pressão aumenta à medida que a competição avança, mas penso que os jogadores também gostam de senti-la", argumentou. "Afastámos o Real Madrid [CF] - uma das melhores formações do mundo - na ronda anterior e realizámos dois jogos de grande nível. Estamos, agora, perante situação parecida e voltamos a não ser favoritos, apesar de a Juve jogar de forma completamente diferente do Real".

Força mental
Numa noite de reencontros, Thierry Henry cruza-se com o seu antigo clube, e oferecerá ao jovem conjunto do Arsenal nova oportunidade de solidificar a sua espectacular reputação, especialmente na UEFA Champions League. "Esta competição tem sido fundamental no nosso crescimento", desvenda Wenger, cuja equipa apenas sofreu dois golos, o registo mais baixo das formações em prova nos quartos-de-final. "O nosso momento na UEFA Champions League permitiu a esta jovem equipa voltar a acreditar, sentimento que catapultámos para a Premiership. Voltámos a acreditar que somos fortes", enfatizou.

Atraso na viagem
A preparação da equipa de Fabio Capello para o encontro foi afectada por um atraso na chegada a Londres que impediu a esquadra transalpina de realizar, esta segunda-feira ao final da tarde, o habitual treino de adaptação ao palco do jogo, conforme estava estipulado. O treinador da Juventus entende que os seus pupilos deverão apresentar-se totalmente disponíveis e ao melhor nível, sobretudo no plano defensivo. "O Arsenal possui excelentes jogadores e procura sempre atacar, especialmente quando actua em casa. São sempre perigosos, sobretudo no contra-ataque, pois são muito rápidos, especialmente Thierry Henry", identificou.

Derrotas em Inglaterra
O clube de Turim não escapou à derrota nas quatro últimas deslocações a Inglaterra, incluindo um desaire com o Liverpool (2-1) na mesma fase da edição da época transacta da UEFA Champions League, tendo vencido apenas dois dos 15 encontros disputados em solo inglês. Capello reconhece que a sua equipa não pode cometer os mesmos erros que permitiram ao Liverpool marcar dois golos nos primeiros 25 minutos do desafio da época passada, caso pretenda alcançar as meias-finais. "Nos jogos das competições europeias, todas as equipas tentam potenciar ao máximo a vantagem de jogar em casa, portanto, temos de ser muito cautelosos e responder sempre que pudermos", finalizou.

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