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História favorece o Liverpool

A turma inglesa terá de recuperar da desvantagem trazida do Estádio da Luz se quiser eliminar o Benfica e defender o seu título.

O Liverpool FC nunca esteve em desvantagem em nenhuma das três eliminatórias que o levaram à final da edição do ano passado da UEFA Champions League, mas o campeão em título tem agora de recuperar da derrota sofrida às mãos do Benfica, na primeira mão disputada no Estádio da Luz.

Primeiro golo
• O defesa brasileiro Luisão marcou de cabeça na sequência de um livre apontado por Petit aos 84 minutos, dando uma curta vantagem aos comandados de Ronald Koeman para a segunda mão, a disputar em Anfield. Foi o primeiro golo concedido pela equipa inglesa na prova desde 13 de Setembro.

Boa forma
• O conjunto de Merseyside só não venceu em casa equipas portuguesas numa ocasião. Aconteceu na primeira fase de grupos da UEFA Champions League 2001/02, quando o Boavista FC conseguiu arrancar um empate a uma bola. Nos quatro encontros anteriores – três contra o Benfica e um contra o FC Porto –, os "reds" venceram sempre.

• Desde o desaire em casa contra o Valencia CF em Outubro de 2002, o Liverpool disputou nove partidas em Anfield a contar para a UEFA Champions League sem sofrer nenhuma derrota. Desses jogos, venceu seis e empatou três. Se incluirmos as pré-eliminatórias, esse registo passa para 12 jogos, oito vitórias, três empates e uma derrota.

Invicto
• Tendo vencido as três pré-eliminatórias da prova, o Liverpool ultrapassou a fase de grupos invicto, vencendo três jogos e empatando outros três, conquistando assim o primeiro lugar do seu grupo. A sua campanha no Grupo G começou com uma vitória, por 2-1, em casa do Real Betis Balompié, onde o golo de Arzu para os anfitriões foi o único sofrido pelo Liverpool na prova antes do de Luisão.

Por esta altura no ano passado
• No seu percurso até à vitória na prova na época passada – o quinto título de campeão europeu do Liverpool, o primeiro no formato UEFA Champions League –, o Bayer 04 Leverkusen foi o adversário dos oitavos-de-final, sendo que os ingleses venceram ambas as mãos por 3-1. Luis García marcou três golos nos dois jogos.

Sempre o Liverpool
• Se o campeão português não sair derrotado de Anfield fará história, porque nas três ocasiões em que as equipas se encontraram em eliminatórias europeias, o Liverpool venceu sempre e chegou sempre à final da competição.

• O Benfica tentará repetir o resultado da sua penúltima visita a Inglaterra e evitar aquela que seria a sua nona derrota em solo inglês. A vitória solitária aconteceu em Highbury na segunda ronda da Taça dos Campeões, quando derrotaram o Arsenal FC por 3-1. Entre as oito derrotas conta-se o desaire por 4-1 contra o Manchester United FC, em Wembley, na final da Taça dos Campeões em 1967.

Dois troféus
• O Benfica ainda não venceu fora de casa para a UEFA Champions League. No entanto, tem-se mostrado difícil de bater nas suas deslocações – em dez partidas empatou seis e perdeu quatro. O seu objectivo imediato passa por garantir a segunda presença nos quartos-de-final da prova, repetindo assim o feito de 1994/95. O clube português foi o primeiro a quebrar a hegemonia do Real Madrid CF na Europa, vencendo a Taça dos Campeões em 1960/61 e defendendo esse título com sucesso na época seguinte.

Grupo difícil
• A campanha na fase de grupos foi difícil, com duas derrotas a dificultar-lhes a tarefa antes da surpreendente vitória sobre o Manchester United na sexta jornada, que valeu o segundo lugar atrás do Villarreal CF. Paul Scholes ainda colocou o United na liderança aos seis minutos de jogo. O Benfica encetou a recuperação, com Geovanni e Beto a marcarem os golos que permitiram a passagem da equipa de Koeman.

Segundo título
• Os encontros anteriores entre as duas equipas são de boa memória para o Liverpool. O primeiro foi nos quartos-de-final da Taça dos Campeões de 1977/78 e o Liverpool venceu as duas mãos: 2-1 em Lisboa e 4-1 em Anfield. Na final, os britânicos venceram o Club Brugge KV por 1-0 e repetiram o título que já tinham conquistado na época anterior.

Goleada na Luz
• Seis épocas mais tarde, na mesma fase da prova, o Liverpool venceu por 1-0 em casa e na segunda mão goleou o adversário no Estádio da Luz, por 4-1, com dois golos de Ronnie Whelan. Na final, voltou a erguer o troféu, derrotando a AS Roma nas grandes penalidades, depois de o jogo ter terminado com um empate a uma bola após prolongamento.

Rush decisivo
• Na época seguinte, as duas equipas voltaram a encontrar-se, desta vez na segunda ronda, e o Benfica conquistou a sua primeira vitória sobre os de Merseyside em seis tentativas. No entanto, a vitória do Liverpool por 3-1 no primeiro jogo, com um "hat-trick" de Ian Rush, permitiu o avanço dos ingleses apesar da vitória do Benfica, por 1-0, na segunda mão. Nessa época, o Liverpool voltou a chegar à final, onde desta feita viria a perder com a Juventus por apenas um golo.

Formato da fase a eliminar
• Os clubes disputam dois jogos entre si, em casa e no terreno do adversário, passando à fase seguinte os que tiverem apontado mais golos no conjunto das duas mãos. Caso ambas as formações tenham marcado o mesmo número de golos, passará à fase seguinte aquela que tiver apontado mais golos fora de casa. Se tal não for conclusivo, será jogado um prolongamento com duas partes de 15 minutos, depois do encontro da segunda mão. Neste período, caso as duas equipas marquem o mesmo número de tentos, os golos marcados fora contarão a dobrar (passará à ronda seguinte a equipa visitante). Se durante o prolongamento não forem marcados quaisquer golos, o vencedor será encontrado no desempate através de pontapés da marca de grande penalidade.

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