Campeões de A a Z
sexta-feira, 6 de maio de 2005
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O uefa.com prossegue o A a Z da Liga dos Campeões. Hoje damos a conhecer a letra M.
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Com a final da UEFA Champions League do próximo dia 25 de Maio a aproximar-se, o uefa.com continua a contagem de A a Z acerca da maior competição de clubes da Europa. Hoje destacamos a letra M.
José Mourinho foi nomeado treinador do Chelsea FC no verão de 2004, tendo, então, enfatizado o seu potencial como um dos técnicos mais vitoriosos da Europa, depois de ter levado o FC Porto à conquista da Liga dos Campeões.
De facto, o percurso de Mourinho é quase incrível. Na temporada passada, levou o Porto a renovar o título português, depois de ter liderado a equipa, na temporada anterior, a uma tripla vitória, na Taça UEFA (onde bateu o Celtic na final), na SuperLiga e na Taça de Portugal.
O filho do famoso ex-guarda-redes português, Félix Mourinho, nunca jogou a um nível profissional, mas sempre mostrou capacidade para seguir uma carreira de treinador. Começou por dar nas vistas como tradutor de Bobby Robson no Sporting, no início dos anos 90.
O papel de Mourinho enquanto treinador no século XXI é facilitado pelo facto dele falar várias línguas, além de ter adoptado um estilo científico de treino, pedindo, por vezes, aos seus jogadores para estudarem vídeos das suas próprias exibições, em casa, além de confiar algum do seu trabalho a especialistas em condições físicas.
Ele pode ter falhado a final da Liga dos Campeões na presente temporada, após o Chelsea ter perdido diante do Liverpool FC na meia-final, mas ganhou a Premiership e a Taça da Liga na sua primeira temporada em Inglaterra, colocando mesmo a sua equipa como uma das grandes favoritas à conquista do principal título europeu em 2005/06.
O AC Milan e Paolo Maldini são dois nomes que andam de mãos dadas. O experiente defesa está a celebrar, esta temporada, 20 anos no clube, tendo sido uma peça-chave nos sucessos que os 'Rossoneri' têm obtido. No total, já realizou mais de 500 jogos pelo clube.
Maldini ajudou o Milan a vencer a Taça dos Campeões Europeus em 1988/89, 1989/90 e 1993/94 (já sob a designação de Liga dos Campeões), esta última com uma vitória de 4-0 diante do FC Barcelona. Desempenhou, também, um papel vital na vitória diante da Juventus FC, em Old Trafford, na Liga dos Campeões de 2002/03.
O defesa, que é o jogador mais vezes internacional italiano, com 128 jogos pela 'Squadra Azzurra', tem feito a diferença nos anos mais recentes, mas o Milan tem sido sempre um clube de sucesso, tendo vencido a sua primeira Taça dos Campeões Europeus em 1962/63 e repetido a façanha em 1968/69.
O sucesso obtido em 2002/03 foi o sexto na história do Milan na mais importante competição europeia. Some-se os 17 campeonatos italianos, duas Taças UEFA e quatro Supertaças da UEFA, para notarmos a razão pela qual o Milan é um dos titãs do futebol europeu.
Contudo, foi o modesto Olympique de Marseille que roubou ao Milan a Liga dos Campeões, na final de 1991/92. Basil Boli marcou o único golo da final inaugural da competição, no Olympiastadion, em Munique, na vitória francesa sobre o Milan.
O Marselha alinhou nessa noite com grandes nomes como Fabien Barthez, Marcel Desailly, Alen Boksic, Rudi Völler e Didier Deschamps. No entanto, os escândalos que atingiram a equipa nos anos seguintes, acabaram por marcar o final desta constelação de estrelas. Somente sete anos depois, o clube apurou-se novamente para a fase de grupos da competição.