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Liverpool vive noite mágica

Os adeptos que ficaram em Liverpool experimentaram a agonia, mas a cidade inglesa entrou em delírio quando Dudek defendeu o penalty de Andriy Shevchenko.

Por Helen Brown, em Liverpool

Apenas uma cidade europeia se juntaria às celebrações que decorriam em Istambul e, ao intervalo, afigurava-se pouco provável que viesse a ser Liverpool.

Primeira parte de pesadelo
Antes do encontro, respirava-se um ambiente de optimismo entre os milhares de adeptos que se reuniram nos bares da cidade inglesa. Todavia, uma primeira parte avassaladora do AC Milan tratou de quase acabar com a festa. As pessoas foram ficando cabisbaixas, os cânticos foram esmorecendo e, quando Hernán Crespo apontou o terceiro golo, alguns adeptos fizeram-se à estrada e regressaram às respectivas casas. Os adeptos do Liverpool FC haviam perdido a fé na conquista do quinto título de campeão europeu.

O destino de um homem
Mas, tal como acontecera na sexta jornada da fase de grupos, frente ao Olympiacos CFP, foi um homem a mudar, quase por si só, o rumo do jogo e o destino da sua equipa. Esse homem voltou a ser o herói local, Steven Gerrard, e os indefectíveis do Kop esperam que o tento apontado aos 54 minutos seja providencial para que o capitão continue em Liverpool, em vez de transferir-se para Stamford Bridge e reforçar o Chelsea FC.

Esperança renovada
A partir desse momento, os adeptos que encheram a Concert Square rejuvenesceram. O desespero e a desilusão desapareceram, ao passo que regressavam o optimismo e a esperança presentes antes do início da partida. E a euforia não demorou muito a passar a êxtase quando, boquiabertos, os adeptos viram Dida ser batido uma e outra vez.

Momento histórico
A partir de então, esqueceram-se todas as mágoas de instantes antes. Os adeptos que esgotavam os bares voltavam a cantar ruidosamente. Cada passe, remate ou tentativa de desarme era fortemente saudada por adeptos que cada vez mais acreditavam que, afinal, essa seria a sua noite. A perspectiva do milagre trouxe cada vez mais adeptos às ruas da cidade, na esperança de entrarem nos já sobrelotados bares. Ao invés, tiveram de contentar-se em assistir ao resto do jogo junto às montras das lojas de electrodomésticos. À medida que o tempo passava, os adeptos davam conta que se tratava de um encontro que ninguém queria perder.

O espírito de Grobbelaar
E eis que chegou o prolongamento. Quarenta minutos antes, ninguém se arriscava a vaticinar que a partida passaria dos 90 minutos regulamentares. Agora, todos acreditavam que era a vez do Liverpool. Nem se roíam as unhas, pois todos estavam convictos que este era o ano do Liverpool. O desempate por grandes penalidades trouxe à memória dos mais velhos a confiança demonstrada em 1984, quando as "tropelias" do guardião Bruce Grobbelaar foram fundamentais para evitar que o título fosse parar à AS Roma - é assim que fazem as lendas.

Liverpool vence, cidade entra em delírio
O polaco Jerzy Dudek adoptou uma estratégia semelhante à do guardião nascido no Zimbabué e, depois de negar o golo a Andrea Pirlo, todos os olhos estavam postos em si, à medida que Andriy Shevchenko avançou para a bola, tentando manter o Milan na discussão. Dudek adivinhou a intenção do dianteiro ucraniano, sustendo a bola com o braço esquerdo. A cidade de Liverpool irrompeu em festejos e as ruas encheram-se de adeptos que celebraram o quinto título europeu durante toda a noite.

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