Crespo faz história
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2005
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Manchester United FC 0-1 AC Milan
O United saiu derrotado com um golo do atacante argentino, no regresso de Rui Costa à titularidade.
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Por Simon Hart, em Old Trafford
O golo de Hernán Crespo, a 11 minutos do fim, deu ao AC Milan a primeira vitória fora de casa frente a equipas inglesas em competições europeias e colocou os italianos em boa posição para conseguirem chegar aos quartos-de-final, com uma vitória inteiramente merecida, por 1-0.
Erro de Carroll
Crespo, no seu regresso a Inglaterra depois da passagem infeliz pelo Chelsea (a quem, no entanto, se encontra ainda vinculado), marcou o único golo deste encontro, com um remate que não deu hipóteses ao guarda-redes do Manchester United, Roy Carroll, que rejeitou a proposta apresentada pelos "Red Devils" para a renovação do contrato, depois de este não ter segurado um remate de Clarence Seedorf.
Memórias da final de 2002/03
Até esse momento, parecia que o resultado seria uma repetição daquele verificado da última vez que o Milan esteve neste estádio, na final da Liga dos Campeões de 2002/03, depois de, com uma actuação defensiva memorável, ter vencido no desempate por grandes penalidades.
Stam lesionado no aquecimento
Muitas das conversas antes do aquecimento tinham dois assuntos principais: o regresso de Ruud van Nistelrooij após três meses de paragem devido a lesão e o retorno de Jaap Stam para defrontar o seu antigo clube. Tal como previsto, Van Nistelrooij começou no banco, enquanto Jaap Stam, lesionado, ficou de fora, obrigando a uma alteração de última hora na defesa do Milan.
Entrada de Cafu
Cafu entrou para o lugar de lateral-direito, com Kakha Kaladze no flanco oposto e Paolo Maldini e Alessandro Nesta no eixo. Rui Costa, por seu turno, regressou à titularidade entre os milaneses. Com a neve a cair na fria cidade de Manchester, os jogadores do Milan esfregavam os braços para se aquecerem, mas, quando a partida começou, o clima passou para segundo plano.
Seedorf remata à trave
Seedorf esteve perto de marcar através de um remate, aos oito minutos, no seguimento de um livre, e, tendo em conta o início do jogo, os transalpinos pareciam estar mais à vontade. Os seus jogadores mantinham a posse de bola durante mais tempo do que os homens de Old Trafford, apesar de nunca criarem grande perigo junto da defesa da casa.
Scholes erra alvo
O Manchester também teve as suas ocasiões. Aos dez minutos, Quinton Fortune entrou na área do Milan e serviu Paul Scholes com um cruzamento rasteiro. No entanto, o normal índice de aproveitamento do Manchester não apareceu, com o remate a sair ao lado. As esperanças da equipa da casa voltaram a renovar-se quando Nesta derrubou Ryan Giggs perto da sua área, valendo-lhe o cartão amarelo, mas o remate de Wayne Rooney acabou na barreira adversária.
Oportunidade de Fortune
Depois, aos 36 minutos, o brilho de Cristiano Ronaldo veio ao de cima, quando recebeu a bola no seu meio-campo, rompeu a defesa do Milan e serviu Fortune. Com dificuldades para recolher o passe de Ronaldo, o sul-africano rematou ao lado do poste esquerdo da baliza defendida por Dida.
Saída de Cristiano Ronaldo
Chegou a segunda parte e o Milan começou a apostar no ataque. Isso fez com que a equipa quase fosse apanhada desprevenida, num contra-ataque de Giggs, com seis homens do Milan no meio-campo adversário, mas o cruzamento de Giggs não encontrou qualquer seguimento. Os apelos dos adeptos da casa para a entrada de "Ruud" foram ouvidos e o avançado entrou para o lugar de Cristiano Ronaldo, à passagem da hora de jogo, compondo uma frente de ataque com três homens, juntamente com Rooney e Giggs.
Remate de Crespo
Rooney encontrou espaço para o remate, mas este saiu por cima e Crespo quase marcava, depois de um passe de Seedorf. Porém, o remate do argentino foi desviado por Wes Brown.
Milan termina melhor
Crespo perdeu uma oportunidade ainda melhor a quinze minutos do fim, depois de um belo passe de Kaká. O golo acabou por chegar pouco depois, e, para além de um cabeceamento de Louis Saha e uma perdida de Van Nistelrooij, foi o Milan que pressionou mais nos minutos finais.