Ambição sem limites para Simão Barbosa

A equipa de Braga bem pode agradecer a Simão Barbosa por estar com um pé e meio na final da Taça das Regiões, mas o guarda-redes fez questão de partilhar os louros.

Simão Barbosa, guarda-redes da equipa de Braga, defende o penalty do Yednyst Plysky
©FPF

Braga está no bom caminho para atingir a final da 7ª edição da Taça das Regiões da UEFA, depois de ter somado esta quinta-feira o segundo triunfo em outras tantas jornadas do Grupo A, frente aos ucranianos do Yednyst Plysky. O facto de a formação orientada por Dito apresentar o melhor ataque (cinco golos) da prova diz bem da qualidade ofensiva dos anfitrões, mas o momento decisivo da caminhada minhota poderá muito bem ter acontecido na sua própria baliza.

Com a partida disputada no Estádio Cidade de Barcelos empatada a uma bola, o capitão da equipa de Braga, Daniel Simões, cortou a bola com o braço no interior da sua área aos 53 minutos e deu origem a uma grande penalidade. Volodymyr Matsuta avançou para a cobrança, mas viu o guarda-redes Simão Barbosa protagonizar uma fantástica estirada e salvar os seus colegas de equipa, que pouco depois retribuíram o gesto e chegaram ao 2-1 final, na sequência de um tento de cabeça do próprio Daniel Simões. Simão Barbosa, esse, ainda estava no sétimo céu quando falou com o UEFA.com.

"Acho que muitos guarda-redes já disseram isto, mas esta é mesmo a melhor maneira de descrever o lance: no que diz respeito a um guarda-redes, defender um penalty é o que mais se assemelha a marcar um golo", explicou o atleta de 24 anos de idade. "É uma alegria enorme impedir que a equipa sofra um golo e ainda mais neste jogo, em que iríamos ficar em desvantagem no marcador. Foi um momento importante na nossa caminhada, mas apenas mais um no meio de tantos outros. O grupo tem-se empenhado muito neste torneio e eu estou muito contente por ter conseguido ajudar a equipa num momento difícil".

Simão Barbosa, que alinha na terceira divisão portuguesa ao serviço do Amares, não escondeu que a sua equipa foi apanhada um pouco de surpresa pelo adversário. "A Ucrânia apensentou num nível muito bom e praticou um futebol muito agradável e com transições rápidas. A partir do momento em que ficaram em desvantagem no marcador e em superioridade numérica pressionaram-nos, mas acho que tivemos sempre o jogo controlado. Por vezes também se consegue controlar um encontro sem ter a posse de bola e foi isso que aconteceu. Mantivemos a calma e fizemos aquilo que tínhamos de fazer depois de estarmos a jogar com dez jogadores. Estamos mais perto da final", explicou.

Agora segue-se o Württemberg FC, sendo que um empate é suficiente para os anfitriões seguirem em frente para a final. Apesar desse cenário, Simão Barbosa só pensa em vencer o conjunto alemão. "O nosso pensamento em cada jogo é ganhar, até porque acho que não tem lógica nenhuma jogar sem ser para ganhar. É isso que vai acontecer no domingo", assegurou. Apesar de ainda ser "algo prematuro" pensar no assunto, Simão Barbosa confidenciou ao UEFA.com que "seria uma sensação fantástica erguer o troféu e todo o grupo pensa nisso como um objectivo". Depois do que fez no último jogo, será que há alguém que se atreva a contradizê-lo?

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