Boyce apoia causa da Taça das Regiões

Jim Boyce, membro do Comité de Futebol Jovem e Amador da UEFA, está impressionado com a fase final em Portugal: "Quem quer que organize a próxima edição vai ter de se esmerar."

O vice-presidente da FIFA, Jim Boyce, durante a fase final da Taça das Regiões da UEFA de 2010/11, em Portugal
©Sportsfile

Membro de longa data do Comité de Futebol Jovem e Amador da UEFA, Jim Boyce, vice-presidente da FIFA, é o convidado de honra na final da Taça das Regiões da UEFA e reconhece ao UEFA.com: "Nunca devemos esquecer as raízes."

Sendo um dos apoiantes mais entusiastas do torneio que reúne as melhores equipas amadoras da Europa, Boyce está satisfeito com a forma como tudo se tem desenrolado em Portugal. "Tem sido absolutamente excelente", disse. "Penso que os maiores elogios devem ser endereçados à Federação Portuguesa de Futebol. As reacções da parte de toda a gente têm sido fantásticas. As assistências têm sido boas e esperamos cerca de 2000 pessoas na final, o que é algo de fantástico para um torneio de amadores. Quem quer que organize a próxima edição vai ter de se esmerar."

E se novos padrões de qualidade foram estabelecidos em termos de organização, então esses desenvolvimentos têm sido espelhados na qualidade do futebol praticado. Os finalistas Braga e Leinster & Munster atravessaram momentos complicados frente a todas as equipas dos respectivos grupos, com a perspicácia física e táctica das formações envolvidas a reflectirem, segundo Boyce, o crescente interesse na competição, que cumpre a sua sétima edição desde a estreia, em 1999.

"Penso que se deve, acima de tudo, ao trabalho dos treinadores", explicou Boyce, ao reflectir sobre os factores que levaram ao aumento de prestígio da competição. "Muitos dos treinadores com quem falei dedicam muito mais tempo às capacidades individuais, por causa da importância do torneio. A cada fase final que assisto a qualidade melhora. Também se deve à atitude e condição física dos jogadores."

Com exibições cada vez melhores das estrelas presentes na prova, surge o interesse de clubes profissionais; entre as histórias notáveis de sucesso no passado está a de dois internacionais da Bulgária descobertos numa fase final, enquanto Tony, que representou o Braga em 2001, acabou por passar a profissional em Portugal e chegou inclusivamente a participar na fase de grupos da UEFA Champions League, ao serviço do CFR 1907 Cluj.

É um desenvolvimento emocionante e esperam-se mais histórias de sucesso da parte dos jogadores participantes este ano, mas Boyce é rápido a sublinhar que o torneio não deve ser avaliado pela quantidade de atletas que transitaram para o futebol profissional. "Muitos deles são suficientemente bons para serem profissionais, mas as suas situações laborais não o permitem", disse.

Mais importante, na sua opinião, é a capacidade do torneio para unir as pessoas. "Existem mais praticantes a nível amador do que profissional e o futebol une as pessoas, independentemente da raça, estatuto social ou religião", disse Boyce, acrescentando ainda a propósito do seu trabalho com o Comité de Futebol Jovem e Amador: "É uma parte muito importante da minha vida e acredito que nunca devemos esquecer as raízes." Talvez seja essa a principal mensagem da Taça das Regiões da UEFA, que tem sido compreendida na perfeição em Portugal.

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