Rostov comemora triunfo na Taça da Rússia

"Finalmente conseguimos", destacou o defesa Vitali Dyakov, após o Rostov bater o Krasnodar por 6-5, no desempate por grandes penalties, e conquistar a Taça da Rússia.

Hrvoje Milić converteu o primeiro remate do Rostov no desempate por penalties, ajudando ao triunfo da sua equipa
Hrvoje Milić converteu o primeiro remate do Rostov no desempate por penalties, ajudando ao triunfo da sua equipa ©Getty Images

O FC Rostov está a comemorar a conquista do primeiro troféu importante da sua história, depois de bater o FC Krasnodar por 6-5, no desempate por grandes penalidades, após 120 minutos sem golos, e conquistar a Taça da Rússia no Anji-Arena, em Kaspiysk.

As dez primeiras tentativas foram convertidas, mas ambas as equipas desperdiçaram a sexta tentativa, antes de o guarda-redes Stipe Pletikosa ser decisivo para o triunfo do Rostov. O croata de 35 anos defendeu o remate do capitão Yuriy Gazinskiy, para de seguida o defesa costa-marfinense Igor Lolo converter o remate decisivo, dando igualmente à sua equipa o apuramento para a fase de grupos da próxima edição da UEFA Europa League.

"É difícil expressar aquilo que sentimos", confessou o defesa Vitali Dyakov. "Emoções fantásticas! Procurávamos uma vitória como esta há muitos anos e finalmente conseguimos. Esperemos que não seja a última conquista. Claro que senti nervosismo quando chegou a minha vez de marcar, mas fiquei mais nervoso quando eram as tentativas dos meus colegas. Graças a Deus marquei e ganhámos".

"O homem do jogo foi o nosso guarda-redes, Stipe Pletikosa", destacou o avançado do Rostov, Artem Dzyuba. "O treinador Miodrag Božović é o melhor. Acreditou em nós até ao fim". O técnico montenegrino acrescentou: "Este é o primeiro troféu do clube e o meu primeiro título como treinador. Dedicamos esta vitória a todos os que nos apoiaram".

O médio do Rostov, Guélor Kanga, atirou à trave aos 35 minutos de um encontro que ambas as equipas abordaram de forma cautelosa, enquanto Wanderson também acertou no ferro da baliza a meio do segundo tempo, com Pletikosa a segurar o ressalto. O Rostov podia ter garantido o triunfo no tempo regulamentar, depois de o Krasnodar ter ficado em inferioridade numérica devido à expulsão de Mauricio Pereyra, a 19 minutos do fim, mas a equipa resistiu bem. O prolongamento teve mais uma expulsão, com Bastos, do Rostov, a ver o segundo cartão amarelo.

O Rostov foi mais feliz no desempate e superou a derrota na final de 2003, quando o FC Spartak Moskva venceu por 1-0 e conquistou a Taça da Rússia.

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