Grasshoppers bate Basileia e ergue Taça

Milan Vilotić converteu a grande penalidade decisiva depois de o Basileia enviar dois penalties aos ferros e ajudou o Grasshoppers a erguer a Taça da Suíça pela primeira vez em dez anos.

O Grasshoppers levou a melhor no Stade de Suisse
O Grasshoppers levou a melhor no Stade de Suisse ©Getty Images

Milan Vilotić converteu a grande penalidade decisiva depois de o FC Basel 1983 enviar dois penalties aos ferros e ajudou o Grasshopper Club a erguer a Taça da Suíça pela primeira vez em dez anos, com uma suada vitória na final da prova, em Berna.

O equilíbrio foi a nota dominante ao longo de um encontro emocionante, com as duas equipas a responderem às iniciativas adversárias. Markus Steinhöfer colocou o Basileia na frente a 20 minutos do apito final, mas Izet Hajrovic não tardou a restabelecer a igualdade e, depois de várias oportunidades desperdiçadas por ambas as partes, a decisão do encontro seguiu para o desempate por pontapés da marca de grande penalidade. Na conversão dos penalties, Fabian Frei e Raúl Bobadilla acertaram nos postes para o Basileia, antes de Vilotić manter a calma e converter com êxito a grande penalidade que selou o triunfo do Grasshoppers, por 4-3.

"Foi um jogo extremamente complicado, mas esta é uma vitória muito importante para nós", salientou o defesa. "Esta equipa mereceu este troféu. Agora vamos festejar." Clube de maior palmarés do futebol helvético, o Grasshoppers não tem, contudo, tido muitas oportunidades para festejos nos últimos tempos. O seu último troféu datava de há mais de uma década, quando em 2003 garantiu a conquista do seu 27º título de campeão suíço. Tal registo constitui, ainda por larga margem, um recorde no país, o mesmo sucedendo com este que foi o seu 18º triunfo na Taça da Suíça.

Mas não foi fácil. Só uma defesa miraculosa de Roman Bürki impediu Marcelo Díaz de colocar o Basileia na frente do marcador logo nos instantes iniciais, com a formação de Zurique a conseguir criar perigo apenas na sequência de lances de bola parada cobrados por Steven Zuber. O jogo seguiu lento e não muito bem jogado, mas as ocasiões de golo iam surgindo a espaços, com Shkelzen Gashi, isolado, a não conseguir marcar para o Grasshoppers mesmo em cima do intervalo. Logo no arranque da segunda parte, Vilotić esteve perto de abrir o activo, mas acertou na trave após assistência de Zuber.

A ineficácia evidenciada pelos homens do Grasshoppers acabou por ser punida com o golo do Basileia, quando um remate de Steinhöfer sofreu um desvio em Stéphane Grichting e traiu Bürki. Mas o Grasshoppers reagiu de pronto e Hajrovic encostou para o fundo das redes após defesa incompleta de Yann Sommer a remate de longe de Michael Lang, restabelecendo a igualdade. O prolongamento trouxe mais algumas oportunidades de golo para as duas equipas, mas a decisão do vencedor estava destinada a ser tomada apenas nos penalties."

"Um desempate por pontapés da marca de grande penalidade é sempre uma lotaria", lamentou o treinador do Basileia, Murat Yakin, que há uma época, então ao leme do FC Luzern, tinha perdido a final da prova também nos penalties, frente ao seu actual clube. "Agora só pensamos em selar a conquista do título de campeões." Com seis pontos de avanço no topo da tabela classificativa, a três jornadas do final da prova, o Basileia está em excelente posição para conquistar a Liga suíça, mas tudo se pode complicar domingo, quando medir forças com o segundo actual segundo classificado, precisamente o Grasshoppers.

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