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UEFA, cidades e clubes unidos

As cidades e os clubes da Europa assinaram, em Barcelona, uma declaração para promover o "fair play" nos locais que acolhem jogos internacionais de futebol.

Jaime Lissavetzky (secretário de Estado do Desporto espanhol), Jordi Hereu (presidente da Câmara de Barcelona) e Şenes Erzi (vice-presidente da UEFA)
Jaime Lissavetzky (secretário de Estado do Desporto espanhol), Jordi Hereu (presidente da Câmara de Barcelona) e Şenes Erzi (vice-presidente da UEFA) ©UEFA.com

As cidades e clubes europeus assinaram uma declaração em Barcelona para a promoção do “fair play” nos locais que acolhem jogos internacionais de futebol. O presidente da Câmara Municipal de Barcelona, Jordi Hereu, serviu de anfitrião da cerimónia que contou com a presença do primeiro vice-presidente da UEFA, Şenes Erzik, dos presidentes de câmaras de várias cidades da Europa e de altos dirigentes de clubes pertencentes à Associação Europeia de Clubes (ECA), o órgão que representa 144 emblemas das 53 federações filiadas na UEFA.

A declaração foi uma proposta da UEFA e da cidade de Barcelona, e destaca a vontade de combater a violência, actos de vandalismo e outras formas de comportamento anti-social nos jogos internacionais. O objectivo é melhorar a comunicação e a troca de informações nestes eventos, analisar a melhor forma de receber um grande número de adeptos. Na terça-feira foi organizado um seminário sob o tema "Futebol, Cidades Anfitriãs e RESPEITO", onde irão ser partilhadas experiências de organização de jogos internacionais.

Erzik recordou aos convidados que os jogos das competições europeias de clubes são eventos desportivos e mediáticos de uma enorme dimensão, que reúnem dezenas de milhares de pessoas em cerca de 40 cidades de toda a Europa durante três dias da semana. "A logística destes eventos é muito complexa, pois envolve infra-estruturas de todos os meios de transporte, forças policiais internacionais, nacionais e locais, fornecimento de alimentos e de alojamento", explicou.

"No entanto, é a manutenção da ordem pública que está sempre no centro das atenções. A situação tende a ser abordada de um ângulo negativo. Como evitar problemas? Como evitar estragos? Como podemos separar os adeptos da equipa visitante? Como podemos identificar potenciais desordeiros? Estas questões são importantes e dedicamos muito tempo e recursos à procura de soluções. Mas a abordagem sugerida por este seminário é completamente diferente, pois destaca o lado positivo destes grandes eventos”, continuou Erzik.

"As competições da UEFA", continuou Erzik, "são um excelente motivo para viajar, descobrir tudo aquilo que os outros têm para oferecer e apreciar as grandes atracções turísticas das cidades do nosso continente. O futebol tem também que transmitir os valores certos e promover o respeito em todas as suas formas, o respeito por esta diversidade e, consequentemente, o respeito pelos outros, dentro do estádio, mas também nas ruas das cidades que acolhem os jogos".

"As cidades também devem compreender que um grande evento desportivo não é apenas uma responsabilidade administrativa e um desafio à ordem pública, mas que é, sobretudo, uma oportunidade excepcional de promoção em todas as vertentes, cultural, gastronómica e comercial”.

"Estes eventos são muitas vezes encarados pela cidades anfitriãs com excessiva apreensão, e mesmo com medo, o que não permite mostrar a melhor face aos visitantes", explicou Erzik. "Este seminário é uma oportunidade única para as cidades, clubes e representantes de organizações de adeptos começarem a definir em conjunto os critérios que devem presidir à organização destes eventos".

O presidente do FC Barcelona, Joan Laporta, acrescentou: "O facto de termos aqui reunidos cerca de 50 clubes europeus, incluindo algumas das mais prestigiadas equipas da Europa, vem confirmar que existe vontade dos clubes de discutir a questão dos adeptos visitantes com as cidades e com as organizações de adeptos, para que seja possível aprender com as experiências dos outros".

Jaime Lissavetzky, o secretário de Estado do Desporto de Espanha, afirmou que a paixão e o respeito devem ser objectivos permanentes no futebol: "Os clubes e as cidades aqui presentes estão a mostrar o seu compromisso de respeitar. Este é um valor intrínseco do futebol, o respeito entre os jogadores e adeptos, e em relação ao local onde o jogo está a decorrer".

Jordi Hereu congratulou-se com o facto de as cidades e os clubes apresentarem os mesmos interesses e mostrarem disposição para resolver várias questões. O catalão considerou que o contributo da UEFA foi fundamental para que tenha sido possível organizar esta reunião. "Chegou a altura do ‘fair play’, de desfrutar do desporto e, especialmente, de vibrar com o futebol", concluiu.