Kashia orgulhoso do Prémio #EqualGame UEFA

O internacional georgiano Guram Kashia, vencedor do primeiro Prémio #EqualGame UEFA, está determinado a defender diversidade, inclusão e igualdade no futebol.

Guram Kashia envergou uma braçadeira com as cores do arco-irís, em apoio à comunidade LGBT numa campanha de consciencialização na Holanda
Guram Kashia envergou uma braçadeira com as cores do arco-irís, em apoio à comunidade LGBT numa campanha de consciencialização na Holanda ©UEFA

Guram Kashia, internacional georgiano vencedor da edição inaugural do Prémio #EqualGame UEFA, insiste que o futebol deve sempre permanecer aberto a toda a gente, e aclama a força permanente da modalidade como factor de união.

Kashia, que representa os norte-americanos do San Jose Earthquakes, venceu o prémio devido à sua tomada de posição pela diversidade e inclusão devido a ter envergado uma braçadeira com as cores do arco-irís – como forma de apoio às comunidades LGBT – durante um jogo da primeira divisão holandesa em que capitaneou o SBV Vitesse, no Outono passado.

O defesa de 31 anos juntou-se a outros capitães de equipa de emblemas holandeses na promoção da tolerância e aceitação, utilizando esta braçadeira como parte de uma campanha de consciencialização. A campanha foi iniciada pela Fundação John Blankenstein, inspirada pelo antigo, e já falecido, árbitro holandês de topo, e o Concelho Central dos Jogadores (Centrale Spelersraad, CSR) órgão principal para os jogadores profissionais no seio da Federação Holandesa de Futebol (KNVB).

Kashia foi sujeito a hostilidade e abusos devido às suas acções em certos círculos georgianos, mas permaneceu impassível e prometeu continuar a apoiar a igualdade e direitos iguais.

Consequentemente, é o primeiro vencedor do Prémio #EqualGame UEFA, destinado a reconhecer um jogador, masculino ou feminino, que agiu como modelo a seguir na promoção de diversidade, inclusão e acessibilidade no futebol europeu.

"Gostaria de agradecer [à UEFA] por me entregar este prémio", disse Kashia antes do sorteio da fase de grupos da UEFA Champions League, no Mónaco, esta quinta-feira. "Fiquei realmente surpreendido por receber o prémio, mas estou muito grato".

"O futebol liga pessoas, dá muita alegria e emoção, disse Kashia.

"Acredito que o futebol tem um poder imenso para juntar as pessoas, independentemente da cor da sua pele e estilo de vida, entre outras coisas".

Após o seu apoio público à igualdade, Kashia recebeu elogios generalizados pelas suas acções por parte da comunidade futebolística.

Aleksander Čeferin, Presidente da UEFA, elogiou Kashia pelo seu "forte carácter e coragem" em manter a posição tomada mesmo perante críticas e ameaças, onde inclusive se incluía renunciar à selecção da Geórgia.

"O futebol é um jogo belo, pode operar muitas mudanças na vida de uma pessoa", reflectiu Kashia. "O futebol ensinou-me tudo. Cresci enquanto homem graças ao desporto. Orgulho-me de ser jogador de futebol".

Enfatizou que não tem qualquer arrependimento sobre a decisão de envergar a braçadeira durante o referido jogo.

"O futebol sempre foi a minha paixão", disse. "Vou continuar a jogar futebol, e dentro de campo mas também fora dele, vou lutar pela igualdade entre seres-humanos".

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