Undiano despede-se na final do Porto

Alberto Undiano Mallenco não vai esquecer o seu último jogo como árbitro: a final de domingo da UEFA Nations League, entre Portugal e Holanda, no Porto.

©Getty Images

Dirigir três finais num mês é uma excelente forma de terminar uma carreira e o espanhol Alberto Undiano Mallenco vai ter a oportunidade de pendurar o apito após mais de 30 anos na arbitragem numa grande final europeia.

Natural de Pamplona, com 45 anos e pai de dois filhos, o espanhol vai despedir-se no encontro entre os anfitriões e a Holanda na final da UEFA Nations League, no Porto, este domingo. É um culminar memorável para uma vida na arbitragem que lhe trouxe sucesso e reconhecimento.

Undiano teve um mês agitado. Dirigiu a final da Taça de Espanha entre Barcelona e Valência no final de Maio. Antes disso, a convite da Federação Arménia de Futebol, tinha arbitrado a final da Taça local entre o Alashkert FC e o FSC Lori.

Agora chegou a altura do ansiosamente aguardado duelo de domingo no Estádio do Dragão, no Porto, e Undiano está determinado a manter a fasquia alta até ao apito final. "A nomeação para a final da UEFA Nations League é fantástica para mim, simplesmente fantástica. Quero desfrutar da experiência", afirmou com orgulho. 

"Mas não vou estar a pensar que é o meu último jogo, é uma grande final, e a minha função é estar concentrado até ao final. Terei muito tempo para sentir as emoções depois do apito final".

Undiano vai ser acomapnhado por uma equipa espanhola: os árbitros-assistentes Roberto Alonso Fernández e Juan Yuste Jiménez e quarto árbitro Antonio Mateu Lahoz. O sistema de Vídeo-Árbitro (VAR) vai ser utilizado na final e também estará entregue a espanhóis Alejandro José Hernández Hernández (VAR) e Juan Martínez Munuera (assistente do VAR). Um outro espanhol, Raúl Cabañero Martínez, será o árbitro de reserva.

Undiano, que é sociólogo, iniciou a carreira na arbitragem, por acaso, aos 13 anos. "Um amigo meu que era árbitro, incentivou-me a dirigir um jogo na escola".

Estreou-se na Liga espanhola em 2000, com apenas 26 anos. "Foi difícil no início", reconhece, "porque em campo havia jogadores mais velhos e experientes do que eu".

O sucesso de Undiano a nível interno- incluindo vários prémios de melhor árbitro espanhol - foi seguido pelo reconhecimento fora das fronteiras nacionais em 2004, quando recebeu as insígnias internacionais. Esteve no Campeonato do Mundo de Sub-20 de 2007 e arbitrou a final entre Argentina e República Checa no Canadá. Três anos depois, foi escolhido como o único árbitro espanhol para o Campeonato do Mundo na África do Sul, onde dirigiu três jogos.

"É uma das minhas melhores recordações na arbitragem", explicou Undiano. "Foi uma sensação maravilhosa estar em campo a arbitrar a fase final de um Campeonato do Mundo, algo que nunca mais esquecemos".

Undiano prefere um ambiente calmo no balneário na preparação antes dos grandes jogos. "Se estivermos muito empolgados ou nervosos nas horas antes do jogo", comentou, "isso pode afectar a arbitragem em campo. É fundamental que esteja bem preparado mentalmente".

E o futuro? Felizmente, depois de 19 anos de arbitragem ao mais alto nível em Espanha e de 15 como árbitro internacional, Undiano não vai abandonar o sector após a final de domingo. "Vou começar a trabalhar com o comité de arbitragem da federação espanhola para ajudar e apoiar a próxima geração de árbitros", concluiu.

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