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Formação no centro das atenções

As novas regras elaboradas pela UEFA sobre a formação de jogadores foram bem recebidas pelos responsáveis das 52 federações nacionais.

A UEFA apresentou as novas regras sobre a formação de jogadores ao público e à família do futebol europeu.

Conferência em Nyon
O Comité Executivo da UEFA apresentou as propostas, que irão ser aplicadas nas competições da UEFA, na conferência de presidentes e secretários-gerais das federações nacionais, realizada esta quinta-feira na sede do organismo que tutela o futebol europeu, em Nyon.

Proposta oficial
A UEFA pediu às 52 federações nacionais para aplicarem estas regras nas suas competições nacionais. As propostas serão agora apresentadas às federações para aprovação oficial, no Congresso Ordinário da UEFA, marcado para o próximo mês de Abril, em Talin, capital da Estónia.

Lugares nos plantéis
A chamada "Lista A", que os clubes submetem à UEFA para as suas competições, continuará a estar limitada a 25 jogadores e, a partir da temporada de 2006/07, terão de ser reservados pelo menos dois lugares dessa lista a jogadores formados no clube e mais dois a atletas formados em clubes da mesma federação. A lista "B" também continuará a existir, envolvendo um número ilimitado de jogadores Sub-21 que tenham estado duas temporadas no clube.

Objectivo para 2008/09
Nas duas épocas seguintes, será reservado mais um lugar na "Lista A" para um jogador formado no clube e outro para um jogador formado numa equipa da mesma federação, para que, em 2008/09, cada clube tenha quatro atletas formados nas suas academias e mais quatro oriundos da sua federação, num plantel de 25 elementos.

Definições
Um jogador formado num clube é definido como aquele que tenha sido inscrito nesse clube pelo menos durante três épocas entre os 15 e os 21 anos, enquanto um jogador formado pela federação é aquele que tenha sido inscrito pelo menos durante três temporadas por clubes afiliados na mesma federação, entre os 15 e os 21 anos.

Processo de consulta
As propostas foram apresentadas na sequência de um longo processo de consulta, que envolveu a UEFA, clubes, ligas, federações nacionais, sindicatos de jogadores, treinadores, autoridades políticas europeias, políticos e governos nacionais. "Penso que esta proposta é um compromisso razoável, baseado em todas as consultas que fizemos", afirmou o Director-Executivo da UEFA, Lars-Christer Olsson. "Apesar de termos recebido respostas negativas de algumas ligas e de alguns dos maiores clubes desses campeonatos, todos os outros envolvidos apoiaram imenso esta ideia. Pensamos também que a proposta é legal porque se trata de uma regra desportiva, e não uma restrição, destinada a desenvolver e promover os jogadores jovens.

Tendências negativas
As propostas foram elaboradas depois de a UEFA ter identificado um conjunto de tendências negativas no futebol europeu - falta de incentivos à formação de jogadores, falta de identidade local ou regional nas equipas, número excessivo de jogadores nos plantéis e problemas relacionados com as selecções nacionais.

Restabelecer o equilíbrio
A UEFA elaborou, também, um estudo económico que identificou uma tendência para um menor equilíbrio competitivo nas provas da UEFA e nos campeonatos nacionais, uma ligação cada vez maior entre o dinheiro investido e o sucesso desportivo e a utilização cada vez menor de jogadores formados nos clubes. As propostas pretendem incentivar os clubes a formar os seus próprios jogadores, restabelecer o equilíbrio competitivo, primeiro nas competições europeias e, depois, a nível nacional, se as federações aceitarem implementar as recomendações da UEFA.

'Algo tem de ser feito'
"Parece que, em resultado da conferência de hoje, muitas associações irão introduzir esquemas similares nas suas próprias competições", comentou Olsson. "Penso que toda a gente reconhece que algo tem de ser feito".

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