Seminário de agentes de controlo antidoping

Os agentes de controlo antidoping da UEFA desempenham papel crucial na luta contra as drogas no futebol e o seminário em Nyon revelou planos importantes para o futuro.

A foto de grupo dos agentes de controlo antidoping presentes no seminário
A foto de grupo dos agentes de controlo antidoping presentes no seminário ©UEFA

O novo programa da UEFA que visa traçar o perfil dos esteróides, as actividades antidopagem para o UEFA EURO 2016 e a criação de um novo programa de desenvolvimento foram temas centrais do seminário para agentes de controlo antidoping da UEFA (DCOs) que decorreu na Casa do Futebol Europeu, em Nyon.

Marc Vouillamoz, responsável pela unidade de medicina e controlo antidoping da UEFA afirmou aos 55 DCOs presentes no seminário que traçar o perfil dos esteróides ajuda a impedir que os jogadores considerem a hipótese de tomar substâncias proibidas, uma vez que ajudará a uma melhor detecção dos efeitos do doping ao longo do tempo, servindo como complemento directo aos controlos que já decorrem actualmente.

Este novo programa da UEFA contribuirá para a criação de um passaporte biológico dos futebolistas. O Passaporte Biológico do Atleta irá monitorizar o futebolista ao longo do tempo e, indirectamente, revelar como resultados os efeitos do doping, oferecendo em simultâneo informação para testes mais específicos. "Vamos partilhar dados e informações de forma a harmonizar os procedimentos de controlo antidoping entre todos os nossos parceiros", explicou Vouillamoz. "A luta contra o doping terá de ser ainda mais eficaz no futuro e este programa caminha nessa direcção."

Olhando para o programa antidoping do UEFA EURO 2016, os DCOs ficaram a saber que, dado o alargamento do torneio a 24 selecções, a UEFA planeia começar com os testes fora de competição já a 1 de Janeiro do próximo ano, quando na anterior edição do EURO estes tinham tido início apenas em Maio de 2012. Será, pois, necessário um maior número de DCOs para a realização destes testes.

A UEFA pretende controlar as 24 selecções entre Janeiro e Maio/Junho, com recolhas de sangue, urina e plasma tanto em competição como fora dela. Serão igualmente efectuados controlos nos 51 jogos a disputar em França, na fase final do torneio, envolvendo dois jogadores de cada equipa em cada partida. A escolha do laboratório reconhecido pela Agência Mundial Andidoping (WADA) que realizará a análise das amostras deverá ser anunciada no final do presente ano.

No seminário foram ainda dadas explicações sobre o novo programa de desenvolvimento para DCOs, através do qual estes garantirão a atribuição de uma acreditação. A UEFA vai procurar melhorar as suas regras e instruções, oferecendo mais e melhor apoio aos DCOs durante as suas missões. Os DCOs serão visitados no terreno, de forma a averiguar se os controlos antidoping são efectuados como a UEFA pede que estes sejam levados a cabo.