Alfredo Di Stéfano: Um deus do estádio

Ícone do futebol europeu, Alfredo Di Stéfano, falecido aos 88 anos, conquistou a admiração do mundo com sublimes habilidades e golos ao longo da brilhante no Real Madrid.

O historiador do Eintracht Frankfur, Matthias Thoma recorda a final da Taça dos Campeões, em 1959/60, e revela o orgulho da equipa alemã em participar nesse jogo apesar dos 7-3 sofridos ante o Real Madrid.

Consagrado como um dos melhores jogadores da história do futebol, Alfredo Di Stéfano, jogador lendário do Real Madrid CF, faleceu na capital de Espanha aos 88 anos.

Conhecido como a "seta loira” nos tempos de jogador em que conquistou inúmeros títulos, incluindo cinco Taças dos Clubes Campeões Europeus e oito campeonatos de Espanha, Di Stéfano deslumbrou o mundo do futebol ao serviço da equipa que dominou o final da década de 1950 e o início da seguinte.

Nascido a 4 de Julho de 1926, em Buenos Aires, chegou aos escalões jovens do CA River Plate com apenas 13 anos, mas rapidamente começou a exibir a força e o talento que lhe permitiriam atingir o ponto máximo do seu desporto de eleição.

A evolução de Di Stéfano foi beneficiada pelo empréstimo ao CA Huracán, em 1946, e no regresso ao River integrou um ataque que se viria a tornar lendário ao lado de jogadores como Juan Carlos Muñoz, José Manuel Moreno, Ángel Labruna e Félix Loustau. Passou depois a representar o CD Millonarios e foi num jogo particular ao serviço da equipa colombiana no reduto do Real Madrid que impressionou o antigo presidente Santiago Bernabéu a ponto de ser contratado, em Setembro de 1953.

O Real Madrid sagrou-e campeão na primeira época em que contou com o avançado e deu início a um período em que conquistou sete títulos espanhóis entre 1955 e 1964, para além de ter feito a “dobradinha” em 1962. Foi durante esse tempo que o colosso espanhol mostrou o seu poderio nos palcos internacionais ao conquistar as primeiras cinco edições da Taça dos Clubes Campeões Europeus. Di Stéfano brilhou a grande altura na mais prestigiada competição do futebol europeu, marcando nas cinco finais e fazendo um “hat-trick” lendário no triunfo por 7-3 sobre o Eintracht Frankfurt em Maio de 1960.

1958: Real Madrid 7-3 Eintracht
1958: Real Madrid 7-3 Eintracht

O atacante obteve a nacionalidade espanhola em 1956 e apontou 23 golos em 31 internacionalizações pelo país de adopção. Após pendurar as chuteiras teve uma longa carreira como treinador e conquistou o título espanhol e a Taça dos Vencedores das Taças no comando do Valencia CF.

Tornou-se presidente honorário do Real Madrid em 2000 e, oito anos mais tarde, recebeu o primeiro Prémio Presidente da UEFA das mãos de Michel Platini. "Um grande entre os grandes", foi assim que o Presidente da UEFA descreveu Di Stéfano, acrescentando: "Alfredo Di Stéfano personificou o melhor do futebol mundial ao longo de duas décadas, um deus do estádio, um mágico da bola, um mestre perfeito do futebol. Você inventou o futebol moderno nos nossos ecrãs de televisão."

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