UEFA acolhe auxílio na luta contra a corrupção

Após o Comité Executivo da UEFA ter aprovado a criação de uma rede de agentes de combate à corrupção, Gianni Infantino afirmou que o apoio das autoridades é essencial.

O secretário-geral da UEFA, Gianni Infantino, fala à imprensa após a reunião do Comité Executivo, em Paris
O secretário-geral da UEFA, Gianni Infantino, fala à imprensa após a reunião do Comité Executivo, em Paris ©UEFA.com

A UEFA vai continuar totalmente empenhada em combater a viciação de resultados e corrupção e sublinhou ser necessário o apoio das autoridades públicas na batalha para a erradicação deste fenómeno no futebol.

Após a mais recente reunião do Comité Executivo da UEFA, que decorreu em Paris, o secretário-geral da UEFA, Gianni Infantino, explicou que o órgão aprovou a criação de uma rede de agentes de combate à corrupção por toda a Europa, que envolve todas as 53 federações nacionais. Além disso, será promovida a cooperação com as autoridades estatais e policiais, uma vez a sua ajuda ser essencial no combate à viciação de resultados e corrupção.

A UEFA está a operar o seu próprio sistema de detecção de fraudes, que monitoriza milhares de partidas constantemente. Gianni Infantino disse que o fenómeno negativo representa uma ameaça à integridade global e ao bem-estar do futebol.

"É um perigo, na medida em que afecta a alma do futebol, e esta é a razão pela qual, do ponto de vista da UEFA, decidimos há algum tempo lidar com este problema da forma mais agressiva possível. O grupo de trabalho foi criado para analisar o que estamos a fazer e indicar aquilo que podemos melhorar."

"Estamos a levar este assunto muito a sério. Actualmente, monitorizamos 29 mil partidas por época - todos os jogos organizados pela UEFA e todos os encontros das I e II Divisões dos 53 países filiados, para detectarmos eventuais padrões de irregularidades. Também se está dependente do apoio das autoridades policiais. Estamos a falar aqui de redes criminosas - esta é a razão pela qual precisamos de forças policiais em todos os países, e dos respectivos promotores públicos, para estejam cientes deste problema e nos ajudarem a lidar com ele."

"Nos países onde tem sido possível lutar eficazmente contra a viciação de resultados, tal aconteceu somente graças ao apoio das autoridades," acrescentou Gianni Infantino. "Nós não podemos fazer isso, somos apenas uma organização desportiva. Mas o que podemos fazer é agir de forma bastante enérgica."

"Há tolerância zero - se alguém quer fazer batota no futebol, não tem lugar [no seu seio]," disse o secretário-geral da UEFA, antes de concluir: "Se não erradicarmos um cancro antes de este começar a desenvolver-se, então pode tornar-se num perigo. E nós não iremos permitir que tal aconteça."