Selecções europeias com boas perspectivas

Portugal, Ucrânia e República Checa entram na última jornada da fase de grupos do Mundial de Futsal com boas hipóteses de qualificação, enquanto a Rússia conseguiu um resultado histórico.

A Rússia quebrou o anterior recorde (29-2), que pertencia ao Brasil
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Pula recordista
Os dois primeiros classificados de cada grupo seguem para a segunda fase de grupos, composta por oito equipas, mas as quatro selecções europeias em acção na quarta jornada precisavam de bons resultados, depois dos desaires sofridos no fim-de-semana. No Grupo A, a Rússia tinha que recuperar de uma derrota por 7-0 frente ao Brasil, líder do agrupamento, e fê-lo em estilo, obtendo uma goleada histórica em Mundiais ante as Ilhas Salomão, por 31-2. Ao intervalo, já a Rússia vencia por 20-0, e Pula registou, também ele, um recorde na competição, com nove golos só à sua conta, seguido do seu compatriota Sirilo, também naturalizado russo, com seis, de Damir Khamadiev, com cinco, Vladisla Shayakhmetov, quatro, e, por fim, Dmitry Prudnikov e Konstantin Maevskiy, com dois cada. Konstantin Agapov, Nikolay Pereverzev e Marat Azizov também inscreveram o seu nome na lista de marcadores. O Japão bateu Cuba por 4-1, mas é terceiro classificado, atrás da Rússia, devido à média de golos, sendo que os russos precisam apenas de um empate no seu último encontro, na quarta-feira. O Brasil já assegurou o primeiro posto, independentemente do resultado que conseguir frente a Cuba.

Triunfo de Portugal
No outro grupo que termina na quarta-feira, Itália e Portugal estão nas duas primeiras posições. A Itália, que acumula três vitórias, depois de ter derrotado os lusos por 3-1, folgou na quarta jornada. Isso permitiu a Portugal isolar-se na terceira posição, depois da goleada aplicada aos Estados Unidos, por 8-1. Leitão marcou por duas vezes, nos primeiros 163 segundos, completando o "hat-trick" depois do intervalo. Gonçalo, Arnaldo, Jardel, Bibi e Cardinal também facturaram. Por seu turno, o Paraguai venceu a Tailândia por 8-0, mas está atrás dos portugueses, com quem perdeu por 3-2, na semana passada. Na quarta-feira, a Itália enfrenta o Paraguai e Portugal joga com a Tailândia, que já não tem hipóteses de qualificação.

Ucrânia na frente
No Grupo C, o líder também é europeu, depois da vitória da Ucrânia frente ao Egipto, por 5-1. Sabendo que uma vitória, por uma diferença de quatro tentos, os colocava à frente da Argentina, depois do empate a dois golos entre ambas no fim-de-semana, a Ucrânia inaugurou o marcador aos oito minutos, com um autogolo de Sameh Saleh, e Valeriy Legchanov, da marca dos dez metros, aumentou a vantagem antes do intervalo. Dmytro Ivanov fez o terceiro e, apesar de Mizo ter reduzido, o penalty de Sergiy Cheporniuk e um golo de Valeriy Zamyatin, a três minutos do fim, colocaram a Ucrânia no topo, precisando apenas de um empate frente à China, na quinta-feira. Os chineses continuam sem somar qualquer ponto, depois de goleados (10-1) pela Guatemala. De qualquer das formas, a Ucrânia só será afastada da próxima fase se for derrotada no seu jogo e a Argentina perder frente à Guatemala, mas tem vantagem na diferença de golos.

Força checa
O Grupo D também termina na quinta-feira e, curiosamente, é o único em que uma selecção europeia não ocupa um dos dois primeiros lugares. A República Checa pretendia recuperar da derrota imposta pela Espanha, por 4-0, e conseguiu-o, derrotando a Líbia por 4-2, mas continua a um ponto dos detentores do troféu e do adversário de quinta-feira, o Irão, depois do campeão asiático ter conseguido resultado idêntico frente ao Uruguai, apesar da diferença não ter sido suficiente para ficarem com melhor diferença de golos. Um penalty de Michal Mareš, aos sete minutos, colocou a República Checa na frente, e Marek Kopecký aumentou a vantagem, antes de Yousef Mohamed ter reduzido a desvantagem para a margem mínima, e Mohamed Rahoma ter feito a igualdade, aos 24 minutos. Depressa Martín Dlouhý restaurou a vantagem checa, e Tomáš Sluka decidiu o encontro, alguns minutos mais tarde. No entanto, a República Checa tem que vencer o Irão, imbatível até ao momento, na quinta-feira, enquanto a Espanha sabe que só esse resultado, em conjugação com uma pesada derrota frente ao Uruguai, a pode afastar da defesa do título.

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