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Resumos do UEFA Futsal EURO: Espanha e Rússia juntam-se a Portugal e Ucrânia nas meias-finais

Espanha e Rússia venceram os seus jogos e vão defrontar Portugal e Ucrânia, respectivamente, nas meias-finais do Futsal EURO.

A Espanha celebra a passagem às meias-finais
A Espanha celebra a passagem às meias-finais SPORTSFILE

Os quartos-de-final do UEFA Futsal EURO 2022 ficaram concluídos esta terça-feira com dois antigos campeões a derrotarem outros tantos estreantes na fase final, com a Rússia a eliminar a Geórgia e a Espanha a bater a Eslováquia.

Esta etapa arrancou com dois jogos emotivos na segunda-feira, quando a estreante Finlândia ainda empatou o jogo por duas vezes frente a Portugal, detentor do troféu, mas acabou derrotada por apenas um golo de diferença. Depois disso, a Ucrânia carimbou o passaporte para as meias-finais pela quarta vez na sua história, 17 anos depois da terceira, ao levar a melhor sobre o mais cotado Cazaquistão. As meias-finais jogam-se na sexta-feira e a final dois dias depois.

Caminho até à final

QUARTOS-DE-FINAL

Segunda-feira
Portugal 3-2 Finlândia
Cazaquistão 3-5 Ucrânia

Terça-feira
Rússia 3-1 Geórgia
Espanha 5-1 Eslováquia

MEIAS-FINAIS

Sexta-feira
Ucrânia - Rússia (16h00)
Portugal - Espanha (19h00)

FINAL/JOGO DE ATRIBUIÇÃO DO TERCEIRO LUGAR

Domingo
Jogo de atribuição do terceiro lugar
: Portugal/Espanha - Ucrânia/Rússia (13h30, Amesterdão)
Final: Portugal/Espanha - Ucrânia/Rússia (16h30, Amesterdão)

Horas de Portugal Continental

Terça-feira

Rússia 3-1 Geórgia

Resumo: Rússia 3-1 Geórgia
Resumo: Rússia 3-1 Geórgia

Depois de se ter tornado na primeira estreante desde 2010 a ganhar os seus dois primeiros jogos numa fase final, a Geóriga viu-se goleada pela Espanha no fecho da fase de grupos e tinha agora pela frente o melhor ataque da prova, mas conseguiu segurar o 0-0 até ao intervalo, muito por culpa do seu guarda-redes, Zviad Kupatadze, de 42 anos (que joga na Rússia desde 2003). E quando Kupatadze não estava lá, estava o poste, como no remate de Sergei Abramov.

No entanto, aos dois minutos do segundo tempo, Artem Niyazov abriu mesmo o marcador para a Rússia com um remate já dentro da área. A Geórgia mostrou personalidade e respondeu imediatamente, com Bruno Petry a desviar um cruzamento de Elisandro e a fazer o 1-1.

o cumprimento entre Sergei Alekseyevich Abramov, da Rússia, e Zviad Kupatadze, guarda-redes da Geórgia
o cumprimento entre Sergei Alekseyevich Abramov, da Rússia, e Zviad Kupatadze, guarda-redes da GeórgiaUEFA via Getty Images

Depois, Kupatadze desviou um remate de Abramov para um poste, mas a Rússia não tardou muito mais a voltar à vantagem. Ivan Chishkala rematou de primeira, certeiro, no seguimento de um canto de Robinho. O mesmo Robinho acertou na barra já perto do final da partida e nos segundos finais Putilov, guarda-redes russo, teve se se aplicar e muito para, com uma defesa dupla, evitar o empate, antes de Chishkala aproveitar a baliza deserta da Geóriga para bisar na partida e selar em definitivo o triunfo em cima da buzina final.

Estatística-chave: A Rússia ganhou todos os dez jogos que disputou nesta campanha, incluindo qualificação – nove já constituía um recorde.

Ivan Chishkala, jogador da Rússia: "Conseguimos vencer hoje e mostrámos um enorme espírito guerreiro, mas tenho de admitir que a sorte também esteve do nosso lado, já que o nosso guarda-redes fez um jogo fantástico. Tivemos de deixar tudo na quadra, já que a Geórgia jogou muito bem. Foi extremamente duro. Tivemos muitos remates à baliza, mas o guarda-redes deles fez um trabalho incrível."

Zviad Kupatadze, guarda-redes da Geórgia: "Apenas tínhamos um plano de jogo para hoje e passava por lutarmos até ao último segundo. Conheço bem cada jogador russo, uma vez que jogo na Rússia há 20 anos. Conheço-os ainda melhor do que os meus filhos e foi por isso que a Rússia não me surpreendeu de todo. Mas tenho de admitir que eles são melhores e que já eram favoritos antes do jogo."

Espanha 5-1 Eslováquia

Resumo: Espanha 5-1 Eslováquia
Resumo: Espanha 5-1 Eslováquia

A Espanha está mais uma vez nas meias-finais, tendo atingido essa fase da prova em todas as 12 edições do Futsal EURO depois de bater uma Eslováquia que nunca esteve perto de assustar os favoritos. A equipa de Fede Vidal ganhou vantagem logo ao segundo minuto, quando Sergio Lozano, na noite da sua 100ª internacionalização, marcou uma falta lateral e assistiu Mellado para o golo. Não satisfeito, Lozano fez, depois, ele mesmo o 2-0 com um grande remate de pé esquerdo, após excelente lance individual. E a três minutos do intervalo chegou o 3-0, assinado por Raúl Campos.

No início do segundo tempo, o guarda-redes eslovaco Martin Směřička defendeu com a mão fora da área um remate de longe e acabou expulso, com Mellado a marcar na mesma logo a seguir, na cobrança da respectiva falta. Peter Serbin ainda conseguiu marcar um golo de consolação para a Eslováquia, mas logo a seguir um grande passe de Borja foi desviado por Raúl Campos para o fundo das redes. A Espanha irá agora encontrar Portugal nas meias-finais, numa reedição da final de 2018 (e de muitos muitos outros encontros épicos).

Estatística chave: Ortiz, capitão da Espanha, igualou o recorde de 33 jogos em fases finais de Luis Amado.

Sergio Lozano, jogador da Espanha: "Hoje é um sonho tornado realidade. Ter vestido esta camisola e representado o meu país em 100 ocasiões é uma honra. Pensar que por esta altura no ano passado temia nunca mais poder jogar pelo meu país torna ainda mais especial ter podido jogar o meu jogo número 100, marcar um golo, fazer duas assistências e garantir o apuramento para as meias-finais."

Gabriel Rick, jogador da Eslováquia: "Estou muito orgulhoso desta equipa e é uma honra jogar ao lado destes jogadores. Quero agraceder a todos. Este é um passo em frente no nosso desenvolvimento."

Segunda-feira

Portugal 3-2 Finlândia 

Resumo: Portugal 3-2 Finlândia
Resumo: Portugal 3-2 Finlândia

O detentor do troféu está apurado para as meias-finais, mas teve de suar muito para levar a melhor sobre uma das três selecções estreantes presentes nos quartos-de-final. A Finlândia pressionou cedo, foi a selecção portugues a marcar primeiro, aos quatro minutos, quando Pany Varela arrancou pela esquerda e cruzou para Afonso Jesus encostar para o fundo das redes, ao segundo poste. Afonso viria a bisar, depois, desta feita com um remate colocado na sequência de um livre cobrado por Bruno Coelho. Pelo meio, porém, a Finlândia tinha marcado e feito o 1-1, quando o capitão Panu Autio encostou com classe, bom o peito, a bola para o fundo das redes após livre de Alamikkotervo.

Portugal foi para o intervalo a vencer, então, por 2-1 graças a esse bis de Afonso Jesus, mas a Finlândia voltou a empatar, desta feita por intermédio de Autio, novamente na sequência de um livre. Só que Portugal não está invicto em jogos oficiais desde o Mundial de 2016 por acaso e retomou a vantagem no seguimento de um bom trabalho de Miguel Ângelo, que deixou para trás um adversário pela esquerda e rematou cruzado e certeiro para o 3-2. A Finlândia deu, depois, tudo para voltar a empatar, valendo a Portugal algumas excelentes defesas do seu guarda-redes, André Sousa. Após o encontro, o treinador da Finlândia, Mico Martić, terminou a sua ligação de um ano à selecção.

Bruno Coelho, jogador de Portugal: “Já sabíamos que seria um jogo difícil. A Finlândia é muito forte fisicamente e joga muito bem. Eles são muito pragmáticos e sabíamos que ia ser difícil, mas estivemos sempre muito concentrados durante os 40 minutos e conseguimos vencer. Acho que merecemos todos os elogios porque mesmo quando sofremos os golos reagimos bem. Tivemos a inteligência para manter o controlo da partida e isso levou-nos à vitória."

Panu Autio, capitão da Finlândia: “Claro que estamos super orgulhosos. Melhorámos ao longo do torneio, talvez tenha sido uma surpresa para muitos termos avançado. Acreditamos que agora temos uma identidade, uma forma diferente de jogar futsal e mostrámos o que significa ter um colectivo forte no futsal. Quando se corre bem e se pressiona bem, pode criar-se dificuldades a qualquer adversário. Estou confiante de que a Finlândia pode continuar a melhorar ainda mais. "

Estatística-chave: Portugal não perde há 31 jogos oficiais, desde a derrota por 5-2 ante a Argentina nas meias-finais do Mundial de 2016.

Cazaquistão 3-5 Ucrânia 

Resumo: Cazaquistão 3-5 Ucrânia
Resumo: Cazaquistão 3-5 Ucrânia

Sem Taynan e Edson, suspensos, o Cazaquistão começou bem, mas a Ucrânia conseguiu segurar o ímpeto inicial do adversário e ganhou vantagem na conversão de um penálti ao 14 minutos batido com êxito por Petro Shoturma, após falta de Azat Valiullin sobre Ihor Korsen. Douglas Junior viu, depois, os ferros da baliza ucraniana negarem-lhe o golo por duas vezes e o intervalo chegou mesmo com a Ucrânia a vencer por 1-0.

No início do segundo tempo, Korsen ampliou, com enorme classe, essa vantagem, aproveitando um excelente passe de Mykhailo Zvarych, para, isolado, tocar a bola sobre Higuita e fazer o 2-0. O terceiro surgiu pocuo depois, num remate de Zvarych, mas Douglas Junior reduziu a sete minutos do final e abriu caminho a um final de jogo frenético. A dois minutos do fim Birzhan Orazov reduziu para 2-3 e o Cazaquistão voltou a acreditar que podia levar a decisão para prolongamento. Puro engano, porque no espaço de 48 segundos Volodymyr Razuvanov e Yaroslav Lebid marcaram de antes do meio-campo para a Ucrânia, aproveitando baliza contrária deserta. Orazov ainda teve tempo para marcar o seu sétimo golo no torneio, mas já não havia nada a fazer para o Cazaquistão.

Ihor Korsun, jogador da Ucrânia: "Sinto que estou a viver um sonho. Temos trabalhado muito para isto. Foi um grande jogo, com muita oportunidades para os dois lados, e é por isso que estou tão emocionado. Vamos encontrar mais energia para o próximo jogo – há coisas que talvez só aconteçam uma vez na vida, por isso vamos ter de dar tudo. Acreditámos desde o início. Estávamos prontos e desde o primeiro segundo jogámos para ganhar.”

Higuita, guarda-redes e capitão do Cazaquistão: "Custa muito perder assim. Tenho 35 anos e já passei por tanta coisa na minha vida, mas por outro lado fico feliz por ainda me sentir assim depois de tantos anos a praticar este desporto Estou triste, porque trabalhámos muito. Estou a chegar ao fim da minha carreira, mas quero muito ganhar este torneio. Procuramos sempre jogar o melhor futsal possível, para mostrar ao mundo o quanto evoluímos."

Estatística-chave: A Ucrânia colocou fim a uma série de cinco derrotas consecutivas em quartos-de-final que durava já desde 2005.