O UEFA.com funciona melhor noutros browsers
Para a melhor experiência possível recomendamos a utilização do Chrome, Firefox ou Microsoft Edge.

Braz fala dos objectivos de Portugal

Jorge Braz diz que o seu primeiro ano à frente da selecção de futsal de Portugal foi positivo, mas reconhece que tem ainda muito trabalho pela frente na preparação para o Europeu.

Portugal festeja a vitória por 6-0 sobre a Polónia, com a qual carimbou o passaporte para a Croácia
Portugal festeja a vitória por 6-0 sobre a Polónia, com a qual carimbou o passaporte para a Croácia ©Kamil Pastusiak/kampas-sport.eu

Chegar à final do Campeonato da Europa de Futsal de 2010 constituiu um passo em frente para Portugal, ma coincidiu com o fim da era de Orlando Duarte, ao cabo de dez anos ao leme da selecção lusa. O adjunto Jorge Braz assumiu o cargo de seleccionador principal e conseguiu já garantir o apuramento para a fase final do Europeu de 2012. Enquanto aguardava pelo sorteio da fase final da prova, realizado a 9 de Setembro, Jorge Braz falou com o UEFA.com sobre os objectivos de Portugal na Croácia.

UEFA.com: Como foi passar de adjunto a seleccionador principal?

Jorge Braz:
A transição foi fácil, porque o Orlando realizou, antes, um grande trabalho. Estive com ele alguns anos e aprendi bastante. Fez muito pela selecção nacional. É, talvez, o maior responsável pelo desenvolvimento do futsal em Portugal e pelo crescimento da nossa selecção. Por isso não foi complicado assumir o leme de uma selecção tão organizada e com tanta qualidade. Limito-me, simplesmente, a dar continuidade ao trabalho e levá-lo para o próximo nível.

UEFA.com: Este ano empataram duas vezes tanto ante o Brasil como frente à Espanha, para além de terem garantido sem grandes problemas o apuramento para a fase final do Europeu, na Croácia. Diria que estão no rumo certo?

Braz:
Sim, foi um bom ano para nós a nível dos objectivos alcançados, mas gosto de dizer que apenas conseguimos um ponto nesses jogos. O nosso principal objectivo era prepararmo-nos e melhorar com vista aos torneios oficiais, por isso, a esse nível, os jogos foram interessantes. Não só aqueles que disputámos frente à Espanha e ao Brasil, mas também os encontros frente ao Japão e à Roménia. Os resultados foram bastante positivos, mas já fazem parte da temporada passada. Agora temos de pensar nesta nova época, em que temos muito a alcançar; é essa a prioridade.

UEFA.com: Até que ponto o êxito de Benfica e Sporting na Taça UEFA de Futsal potenciou a confiança da selecção portuguesa?

Braz:
Bastante, uma vez que grande parte dos nossos jogadores alinham nesses dois clubes e o facto de estarem habituados a disputar jogos importantes com equipas de outros países é muito positivo para nós. Tentamos ter cada vez mais equipas envolvidas ao mais alto nível, factor que é fundamental para o desenvolvimento do futsal em Portugal.

UEFA.com: Um dos principais jogadores da selecção, Ricardinho, tem jogado fora da Península Ibérica, primeiro no Japão e agora na Rússia. Tal facto tem causado alguns problemas ou, pelo contrário, pensa que isso até ajudou o jogador?

Braz:
Foi complicado para Ricardinho viajar do Japão para estágios de três dias com a selecção, mas ele mostra sempre muita vontade de estar aqui e ajudar a selecção nacional. Tem a qualidade e a motivação necessárias para nos ajudar, e isso para mim é o mais importante. Ele já foi mesmo eleito o melhor jogador do Mundo e eu já lhe disse que, mesmo quando não se encontra a 100 por cento, traz algo de especial à selecção.

UEFA.com: Ter jogadores a jogar em campeonatos de outros países constitui uma vantagem ou uma desvantagem?

Braz:
Desde que joguem em Ligas profissionais e competitivas, os jogadores beneficiarão e irão evoluir. Espero que tenham muitos jogos complicados para disputarem, semana após semana; é isso que desejo. Costumo dizer que são as dificuldades que nos fazem melhorar e a selecção acabará por tirar proveito dessas melhorias. É isso que espero de jogadores como Ricardinho ou Cardinal, que estão a jogar noutras Ligas. Creio, pois, que se trata de uma vantagem, dependendo da Liga em que estão a actuar.