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Checos no pódio

Azerbaijão 3-5 República Checa
A equipa de Tomáš Neumann logrou a melhor classificação de sempre, após prevalecer no jogo do terceiro e quarto lugares.

A República Checa teve razões para festejar em Debrecen
A República Checa teve razões para festejar em Debrecen ©Sportsfile

A República Checa alcançou este sábado a sua melhor classificação de sempre num Campeonato da Europa de Futsal, após bater em Debrecen o estreante Azerbaijão, por 5-3, no jogo de atribuição do terceiro e quarto lugares.

Entrada de rompante
O Azerbaijão, que se apresentou privado de Biro Jade (suspenso) e Alves (lesionado), parecia determinado a resolver bem cedo a contenda, como atestam os madrugadores remates perigosos protagonizados por Felipe e Thiago. Contudo, foram os checos a inaugurarem o marcador logo aos 27 segundos, quando o guarda-redes Libor Gerčák efectuou um longo lançamento com a mão direita para o capitão Martín Dlouhý, antes deste amortecer para o disparo vitorioso de Michal Belej. O ritmo alucinante dos instantes iniciais abrandou um pouco e foi preciso esperar até ao minuto oito para as emoções voltarem ao rubro, com Vitaliy Borisov a assinar o 1-1 de ângulo reduzido, após uma boa iniciativa individual no lado esquerdo.

Serjão aparece
Até esta partida menos utilizados, jogadores como Namig Mammadkarimov, Rajab Farajzadeh e Sergey Chuykov viram o treinador azeri Alesio confiar-lhes mais minutos de competição, com a resposta positiva a fazer com que o equilíbrio fosse a nota dominante, isto apesar de a República Checa ter sido mais dominante no que à posse de bola diz respeito. Mammadkarimov viu, por três vezes, o guardião checo negar-lhe o golo na mesma jogada, decorria o minuto 15. Serjão, normalmente fulcral no jogo ofensivo azeri, não estava a viver a mais inspirada das tardes, mas isso mudou de forma radical a dois minutos do intervalo. O possante fixo nascido no Brasil embalou no meio-campo contrário e, depois de deixar o seu marcador directo para trás, rematou de forma imparável para o poste mais distante. Estava feito o 2-1 para o Azerbaijão.

A papel químico
Serjão não deixou a inspiração no balneário e só não bisou no reatamento do encontro porque o seu "míssil" de pé direito fez a bola embater com estrondo na trave da baliza checa. Porém, o cenário da primeira parte foi uma cópia perfeita daquilo que aconteceu no arranque da etapa complementar: os azeris ameaçavam, os checos marcavam. Andrey Tveryankin tentou lançar um rápido contra-ataque, mas colocou a bola nos pés de Zdenek Sláma, que galgou vários metros com a bola antes de bater o guardião do Azerbaijão com um forte e colocado remate. O tento afectou os azeris, que sofreram logo de seguida o 3-2, com a infelicidade a bater à porta de Rizvan Farzaliyev, que fez autogolo e originou nova reviravolta no marcador.

Emoção até final
O Azerbaijão não baixou os braços e Serjão acertou novamente com estrondo no poste checo a sete minutos do fim, isto numa altura em que a pressão azeri se intensificava. Thiago passou a ser utilizado como guarda-redes avançado, mas seriam os checos a, praticamente, sentenciarem o encontro aos 36 minutos, com Jiří Novotný a não perdoar mais uma falha do adversário em zona proibida. A emoção ainda não estava, porém, eclipsada, já que um tento de Farajzadeh a dois minutos do apito final lançou a incerteza no resultado. Marek Kopecký, com um golo a sete segundos do fim, colocou um ponto final na partida e garantiu a festa checa.