O UEFA.com funciona melhor noutros browsers
Para a melhor experiência possível recomendamos a utilização do Chrome, Firefox ou Microsoft Edge.

Olhar em frente

A Itália falhou pela primeira vez a presença entre as quatro melhores selecções do Europeu, mas Roberto Menichelli revelou que o saldo geral é "positivo" e antevê um futuro brilhante.

Os jogadores italianos sentem a angústia dos penalties desfavoráveis às suas cores
Os jogadores italianos sentem a angústia dos penalties desfavoráveis às suas cores ©Sportsfile

A derrota da Itália nos quartos-de-final, por desempate de grandes penalidades, frente à República Checa, na segunda-feira, entrou para a história do futsal italiano, pois pela primeira vez os "azzurri" não vão terminar entre os quatro primeiros classificados do Campeonato da Europa de Futsal.

Equipa renovada
Os campeões europeus de 2003 e finalistas na edição anterior estiveram em bom plano na fase de grupos, ao derrotarem a Bélgica por 4-0 e a Ucrânia por 4-2, com Clayton Baptistella e Saad Assis numa forma impressionante, ao ponto de serem os dois melhores marcadores do certame. No entanto, apesar de terem estado por duas vezes em vantagem frente aos checos, no jogo realizado em Debrecen, os transalpinos tiveram de recuperar para empatarem 3-3 e depois perderam nas grandes penalidades por 3-1, tendo desperdiçado as três primeiras conversões. Contudo, a equipa mudara bastante relativamente às edições anteriores. Roberto Menichelli, que assumiu o comando técnico no ano passado, escalou Gabriel Lima, Cristian Rizzo, Sergio Romano e Marco Ercolesi e construiu uma equipa jovem, mas também sabia que a relativa inexperiência poderia ser um risco.

Reter os aspectos positivos
"Em meu entender, o resultado do torneio é positivo: tivemos três jogos, nos quais vencemos dois e empatámos um", começou por dizer o antigo adjunto de Alessandro Nuccorini. "Esta é uma equipa diferente relativamente ao passado, mas esta é a viagem que temos de fazer. Durante este trajecto, podia ser que a Itália fosse eliminada antes das meias-finais, o que acabou por acontecer. Demos tudo o que tínhamos, passámos por dificuldades. Nem tudo acaba por sair como queremos. Mas derrotámos a Ucrânia, proporcionámos as estreias dos nossos jogadores mais jovens e começámos a fazer uma equipa para o futuro. É preciso olhar para as coisas positivas que fizemos: é o resultado que acaba por nos punir, porque foi uma eliminação amarga".

Despedidas
Agora, a questão é se os jogadores mais experientes ainda continuarão em 2012. Marcio Forte, de 32 anos, disse: "Este poderá ter sido o meu último Campeonato da Europa. Ainda tenho ambições. Quero continuar a fazer parte desta equipa". Entretanto, Vinicius Bácaro, goleador de 31 anos e autor do tento da vitória na final de 2003 frente à Ucrânia, confessou: "De momento, não sei qual será o meu futuro na selecção. Quando disse, em Outubro, que esta seria a minha última fase final, fora apenas um pensamento que tivera. Levá-lo a cabo dependerá de muitas coisas. Talvez o treinador já não conte mais comigo. Não me cabe a mim decidir".

Seleccionados para si