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Triunfo do sacrifício

David Frič marcou o penalty decisivo dos checos frente à Itália e disse que o estatuto de "outsider" os libertou da pressão. Para Roberto Menichelli, faltou "força e crença" ao seu conjunto.

David Frič afasta-se depois de marcar o penalty decisivo
David Frič afasta-se depois de marcar o penalty decisivo ©Sportsfile

As vitórias dramáticas começam a tornar-se um hábito para a República Checa no Campeonato da Europa de Futsal, depois de se ter qualificado frente à Croácia com dois golos no último minuto e após ter recuperado de uma desvantagem de 4-0 para afastar a anfitriã Hungria por 6-5 na fase de grupos. E voltou a acrescentar emotividade ao jogo dos quartos-de-final, esta segunda-feira, recuperando duas vezes de uma desvantagem para acabar por vencer a Itália no desempate por grandes penalidades, muito graças a três defesas de Libor Gerčák.

"Grande vitória"
O treinador Tomáš Neumann estava indiscutivelmente emocionado por ter eliminado o segundo classificado da fase final de 2007, para chegar às meias-finais, agendadas para quinta-feira. "É uma grande, grande vitória para nós", disse. "E uma excelente oportunidade também. Desfrutámos ao máximo deste jogo, tal como vai acontecer nas meias-finais. Sabemos que Rússia ou Espanha são favoritas, mas vamos jogar para ganhar".

Guarda-redes decisivo
Neumann causou surpresa ao colocar Gerčák como guarda-redes, no lugar de Tomáš Meller, habitual titular. "Não temos um titular indiscutível", disse o técnico. "Temos dois guarda-redes muito parecidos. Nos dois jogos anteriores, um deles teve a oportunidade de jogar e agora mudámos", sendo que também optou, numa decisão pouco comum, por fazer uso do guarda-redes avançado quando o resultado estava 3-3. "Havia bastante pressão sobre nós", explicou Neumann. "Queríamos equilibrar as coisas, conquistar a bola, manter a sua posse e criar ocasiões de golo. E foi o que fizemos".

Sem pressão
Tal como na reviravolta frente à Hungria, David Frič foi quem ocupou o lugar de guarda-redes-avançado. "Esperava que conseguíssemos", disse. "Frente à Hungria, quando isso aconteceu, marcámos seis golos em 15 minutos, então por que não voltar a fazê-lo?" Frič também marcou o penalty da vitória, e adiantou que o estatuto de "outsider" da sua equipa foi uma vantagem. "A Itália jogou como se fosse imperioso vencer, enquanto nós estivemos descontraídos e foi isso que nos permitiu dar a volta ao resultado", acrescentou. "Todos os desportos colectivos têm a ver com espírito de equipa. Não somos estrelas, somos uma equipa. Catorze jogadores unidos por um objectivo, é isso que significa espírito de equipa para mim".

Mágoa italiana
A Itália era ampla favorita antes do início da partida e especialmente depois de triunfos confortáveis na fase de grupos, mas não conseguiu apurar-se para as meias-finais, algo que acontece pela primeira vez. "Faltou-nos a frescura física ou a crença que demonstrámos frente a Bélgica e Ucrânia", disse Roberto Menichelli, treinador dos "azzurri". "Mérito para o nosso adversário: depois da reviravolta frente à Hungria, voltou a revelar um enorme carácter para ultrapassar as dificuldades que a Itália criou. É uma pena ser-se eliminado nas grandes penalidades, mas não estivemos bem na sua marcação. Por isso, também está correcto que o jogo tenha terminado desta forma".