Cardinal embala Portugal rumo às meias-finais

Ucrânia 1-2 Portugal
Dois golos de Cardinal em cada parte ajudaram a selecção portuguesa a apurar-se para as meias-finais de quinta-feira.

Cardinal embala Portugal rumo às meias-finais
©UEFA.com

Portugal garantiu o apuramento para as meias-finais do UEFA Futsal EURO 2014, ao derrotar a Ucrânia, por 2-1, no primeiro jogo dos quartos-de-final.

Cardinal foi a grande figura do encontro, ao marcar um golo em cada uma das partes, com o tento de Yevgen Valenko, que na altura valeu o empate, a revelar-se insuficiente para o conjunto ucraniano. Portugal fica agora à espera do vencedor do encontro entre a Itália e a Croácia.

A Ucrânia parecia disposta a entrar melhor no encontro disputado no Sportpaleis e decorria apenas o segundo minuto quando Denys Ovsyannikov tentou um desvio de calcanhar, valendo a Portugal os excelentes reflexos de João Benedito.

A resposta portuguesa foi, contudo, letal um minuto volvido. Arnaldo recuperou a bola já no meio-campo adversário e disso se aproveitou Cardinal para atirar a contar com um remate rasteiro, acabando com o registo defensivo perfeito dos ucranianos, que não tinham sofrido qualquer golo na fase de grupos.

Benedito voltou a brilhar aos seis minutos, quando negou mais uma vez o golo a Ovsyannikov, mas a verdade é que as duas equipas denotaram um perfeito conhecimento mútuo, o que foi adiando lances de perigo dignos desse nome. Yevgen Rogachov quebrou essa tendência no 10º minuto, mas Benedito mostrou-se mais uma vez à altura.

Cardinal esteve prestes a bisar aos 11 minutos, mas o seu remate saiu por cima da barra, antes de a Ucrânia lograr restabelecer a igualdade no minuto 13. Gonçalo perdeu o esférico na sua defesa e Ricardinho ainda conseguiu, numa primeira instância, afastar o perigo, mas o ressalto sobrou para Yevgen Valenko, que bateu Benedito com um potente remate rasteiro.

Portugal acusou o toque e mostrou algumas dificuldades para colocar em prática o seu habitual futsal até ao intervalo, perante um adversário sempre muito calculista e pronto para aproveitar o mínimo erro contrário.

Os comandados de Jorge Braz regressaram mais pressionantes e determinados para a segunda parte, com a Ucrânia cada vez mais remetida à sua defesa. E o 2-1 para Portugal acabou mesmo por aparecer aos 23 minutos. Ricardinho descobriu o desmarcado Cardinal na cobrança de um lançamento lateral e o pivot bisou com um remate inparável de longa distância.

De novo em vantagem, Portugal tentou adormecer o ritimo do jogo e o adversário, mas procurando sempre o terceiro golo. O guarda-redes Dmytro Lytvynenko revelou-se providencial aos 26 minutos, na resposta a um disparo com selo de golo de Ricardinho.

Os minutos iam passando e a Ucrânia não revelava capacidade para desmontar a concentração portuguesa. O 3-1 parecia mais plausível e só não surgiu aos 37 minutos, porque Petro Shoturma impediu Ricardo Fernandes de festejar com um corte a substituir o seu guardião. Já com o guarda-redes avançado em campo, partiu para os derradeiros três minutos disposta a tudo para chegar ao empate.

Portugal revelou, porém, nervos de aço e carimbou mesmo o passaporte para as meias-finais.

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