Borisov: "Foi um jogo louco"

Vitality Borisov comentou o emocionante triunfo do Azerbaijão por 7-6 sobre a Eslovénia, equipa que considerou não ter motivos para ficar envergonhada depois do jogo.

Seymur Mammadov celebra o triunfo do Azerbaijão
©Sportsfile

Vitaliy Borisov, capitão do Azerbaijão
Sim, foi um jogo de futsal louco. Os adeptos já estão habituados. Tivemos um jogo semelhante no último Europeu frente à Sérvia, mas aí perdemos por 9-8. Desta vez tivemos mais sorte e ganhámos. Sentimos nervosismo em todos os desafios de um Europeu, especialmente no jogo de estreia. Marcámos rapidamente o primeiro golo, mas sofremos logo a seguir.

Gastámos toda a nossa energia durante este jogo. As minhas palavras não foram precisas no campo. De qualquer modo, ninguém me teria ouvido... Que emoção, que jogo.

Quando marcámos o sétimo golo, pensei que a Eslovénia ia jogar com guarda-redes avançado. Poucos segundos depois percebi que eles podiam ficar satisfeitos com este resultado. Nós vencemos por um golo e eles tinham ganho o primeiro jogo por um golo. Agora devem estar à espera que o resultado do nosso jogo com Itália lhes seja favorável. Só queriam evitar que marcássemos mais um golo. Quando vi que eles não iam apostar no guarda-redes avançado e que quase não tínhamos cometido faltas, percebi que a vitória já não escapava.

Gašper Vrhovec, autor de um “hat-trick” pela Eslovénia
Foi um excelente espectáculo, mas muito difícil de jogar. Estivemos muito perto da vitória, mas infelizmente não conseguimos. Defrontámos uma selecção cujos jogadores também alinham todos no mesmo clube [no Araz Naxçivan] e eles são muito bons a usar o guarda-redes avançado. Considero que a jogar quatro contra quatro fomos a melhor equipa e lutámos sempre até ao fim. Tentamos resistir quando estava 5-4 e eles estavam com o guarda-redes avançado, mas eles tinham mais um jogador de campo e não conseguimos resistir.

Estou satisfeito por liderar os melhores marcadores, mas o mais importante é a equipa garantir um lugar nos quartos-de-final.

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