Uma das maiores noites da Bulgária: Paris 1993

Petar Hubchev e Didier Deschamps defrontaram-se como jogadores numa noite memorável para a Bulgária em Novembro de 1993 e vão estar em bancos opostos, em Paris, na Qualificação Europeia.

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Na sexta-feira, a Bulgária vai regressar a uma cidade onde, há cerca de 23 anos, a sua selecção nacional viveu uma das suas noites mais memoráveis.

A Bulgária precisava de um milagre frente à França em Paris, a 17 de Novembro de 1993, para garantir um lugar no Campeonato do Mundo de 1994. A necessitar de uma vitória e a perder por 1-0 depois de um golo de Eric Cantona, a sorte dos visitantes parecia traçada, mas Emil Kostadinov - que se destacou em Portugal, ao serviço do FC Porto - conseguiu empatar antes do intervalo.

Os búlgaros precisavam de mais um golo e à entrada para o último minuto David Ginola apoderou-se da bola e progrediu no terreno. O cruzamento do francês foi interceptado pelo defesa-direito Emil Kremenliev e os dez segundos seguintes ficaram para sempre na memória dos adeptos búlgaros. Kostadinov marcou o golo da vitória e no Verão seguinte a Bulgária atingiu as meias-finais nos Estados Unidos.

Petar Hubchev, novo seleccionador da Bulgária, e Didier Deschamps, que há muito tempo lidera os franceses, estiveram em campo nesse jogo e na sexta-feira vão voltar a medir forças no encontro no Grupo A da Qualificação Europeia, no Stade de France.

O búlgaro Hristo Stoichkov festeja em Paris
O búlgaro Hristo Stoichkov festeja em Paris©Getty Images

""Não é o momento nem o local para fazer comparações com 1993", alertou Hubchev. "É tudo diferente. O mais importante é não mostrar receio. Tudo é possível no futebol e temos de jogar com a cabeça levantada. Tenho a certeza que a França não nos irá subestimar. Vi fogo nos olhos dos meus jogadores. Tenho esperança, mas não deixo de ser realista."

Hubchev só assumiu o cargo há uma semana, depois da saída de Petev Ivaylo o para Dínamo Zagreb. "Esta alteração surgiu na pior altura possível, já que vamos ter jogos na qualificação muito importantes com a França e na Suécia [na segunda-feira]", explicou. "Não dou nenhum jogo como perdido, mas também não faço promessas. Quero que os jogadores se ajudem uns aos outros e que todos deem o melhor em campo. Têm que perceber que é uma honra envergar a camisola da selecção nacional."

Os adeptos da Bulgária que procurem mais sinais de optimismo poderão olhar para a convocatória de última hora de um Kostadinov, Georgi, médio do Levski Sofia.

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