Fernando Santos e Portugal: "Trabalhar ainda mais e melhor"

Após o anúncio da renovação por mais quatro anos do contrato como seleccionador de Portugal, Fernando Santos diz que não sente pressão acrescida e promete seguir o mesmo lema: ganhar.

©AFP/Getty Images

O seleccionador de Portugal, Fernando Santos, marcou hoje presença numa conferência de imprensa ao lado de Fernando Gomes, Presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), dois dias depois da confirmação da renovação do contrato do técnico por mais quatro anos, até 2020, menos de duas semanas após a histórica conquista do UEFA EURO 2016.

As primeiras palavras couberam a Fernando Gomes, que agradeceu a Fernando Santos "o empenho, dedicação e enquadramento colectivo que permitiu a Portugal, pela primeira vez na história, conquistasse um titulo europeu ao nível das selecções principais", antes de salientar que foi comunicada a Fernando Santos ainda em Maio, antes do início do UEFA EURO 2016, a vontade de o ter como seleccionador por mais quatro anos, com o objectivo de "continuar a fazer evoluir o futebol português". Foi, depois, a vez do seleccionador falar aos jornalistas sobre diversos temas.

Sobre a renovação do contrato
Tenho uma enorme satisfação por estar aqui e ter renovado por mais quatro anos. Agradeço a confiança transmitida pelo presidente da federação e quero realçar a sua gestão e plano estratégico. Acordámos ainda antes do EURO conversar sobre a renovação no final do torneio e, a seguir ao jogo da Áustria, quando alguns balançaram, o presidente nunca balançou e disse-me que continuava a contar comigo para os próximos quatro anos. O processo prosseguiu normalmente, conversámos, depois de uma semana emotiva e cansativa no regresso a Portugal e facilmente chegámos a um acordo que permite que eu siga aqui por mais quatro anos. Agora temos de continuar a trabalhar com muita força, seguindo o nosso lema, que é ganhar.

Sobre os objectivos
Não me foi pedido nenhum objectivo. O presidente conhece a minha forma de estar e pensar. Sabe que os meus objectivos são sempre iguais: trabalhar cada vez mais para conduzir Portugal àquilo que todos desejamos. Temos uma palavra-chave desde o primeiro dia, que é ganhar e vamos lutar muito por isso. Não houve qualquer compromisso em termos de objectivo, como não tinha havido da primeira vez que aqui cheguei. Foi-me apenas demonstrada uma enorme confiança no meu trabalho.

Sobre a pressão acrescida
Não sinto qualquer pressão, tenho obrigações. Procuro sempre fazer o melhor no meu trabalho, temos responsabilidades, mas essas responsabilidades não são mais nem menos do que as que eram quando aqui chegámos. A vitória no Europeu não é mais do que isso. Somos campeões e pronto, não nos dá qualquer estatuto extra.

Sobre o futuro
Apenas posso prometer trabalho, que foi o que fizemos até aqui e o que vamos continuar a fazer. Se possível, trabalhar ainda mais e melhor, com a ambição de ganhar todos os jogos. Mas isso é a ambição normal de todos os treinadores. Não faço promessas a longo prazo, apenas digo que os portugueses vão poder continuar a confiar na sua Selecção.

Sobre a aposta nos mais jovens
Sempre disse que não sabia fazer revoluções. Trata-se de um processo normal e natural, a renovação da equipa, e esta selecção vai continuar aberta a todos os jogadores nacionais, que joguem em Portugal e no estrangeiro, independentemente da sua idade. A minha decisão vai ser sempre tomada defendendo aquilo que penso serem os interesses da selecção em cada momento. Vou escolher os que sinto que servem para a selecção, tenham que idade tenham.

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