Itália - Espanha: Seis jogos inesquecíveis

Três meses após a Itália ter posto fim ao reinado de oito anos da Espanha como campeã da Europa, as duas selecções voltam a encontrar-se, agora em Turim: o UEFA.com olha para o passado.

Gianluigi Buffon (Itália) e Iker Casillas (Espanha)
Gianluigi Buffon (Itália) e Iker Casillas (Espanha) ©Getty Images

Espanha e Itália vão renovar esta quinta-feira, em Turim, uma das grandes rivalidades do futebol europeu.

As duas selecções já se encontraram nove vezes em fases finais de grandes provas, e a Itália costumava levar vantagem, até ao momento em que foi derrotada por Espanha no desempate por penalties, na caminhada dos espanhóis rumo ao triunfo no UEFA EURO 2008, antes de levar uma verdadeira lição de futebol dos espanhóis quatro anos depois, na final do UEFA EURO 2012, em Kiev.

Então, antes do embate dos oitavos-de-final do UEFA EURO 2016, em Junho último, Giorgio Chiellini disse: "A Espanha tem sido a nossa maior rival desde 2008. Gosto da palavra desforra e é altura de a pôr-mos em prática". Promessa cumprida, com a selecção orientada na altura por Antonio Conte a vencer a Espanha por 2-0. O UEFA.com recorda seis desses encontros.

Campeonato do Mundo de 1934, quartos-de-final: Itália 1-1 Espanha, Itália 1-0 Espanha (jogo de desempate)
O primeiro confronto num grande torneio foi duro e equilibrado. Depois de Luis Regueiro e Giovanni Ferrari marcarem para as respectivas selecções em Florença, o 1-1 não se desfez no prolongamento e foi preciso um jogo de desempate, disputado logo no dia seguinte. Aí, Giuseppe Meazza colocou os italianos na frente, enquanto Espanha viu serem-lhe invalidados dois golos e acabou eliminada.

EURO '88, fase de grupos: Itália 1-0 Espanha
Uma batalha táctica em Frankfurt, com um então jovem defesa italiano a revelar-se como estrela maior: Paolo Maldini. Durante 90 minutos foi impiedoso na marcação ao extremo espanhol Míchel e participou na jogada do único golo da partida, finalizada depois por Gianluca Vialli, sem hipóteses de defesa para Andoni Zubizarreta.

Campeonato do Mundo de 1994, quartos-de-final: Itália 2-1 Espanha
Um dos momentos mais quentes desta rivalidade foi vivido em Boston. Dino Baggio, com um disparo de longe, colocou a Itália na frente, antes de as coisas aquecerem no segundo tempo: Mauro Tassotti acertou uma cotovelada na cara de Luis Enrique que passou despercebida ao árbitro no momento, José Luis Caminero ainda fez o 1-1 mas, a dois minutos do apito final, uma fantástica jogada individual de Roberto Baggio ditou o resultado final.

UEFA EURO 2008, quartos-de-final: Espanha 0-0 Itália (Espanha vence 4-2 nos penalties)
Espanha nunca tinha batido a Itália em jogos oficiais antes desta noite, em Viena. "Percebi que os jogadores estavam nervosos", afirmou Luis Aragonés. "Por isso disse-lhes e reforcei várias vezes que nós éramos a melhor equipa e que nos iríamos apurar". Assim foi, com Iker Casillas a defender dois penalties, antes de Cesc Fàbregas converter o penalty da vitória. Foi o quebrar de uma maldição de 74 anos.

Melhores momentos da final de 2012: Espanha 4-0 Itália
Melhores momentos da final de 2012: Espanha 4-0 Itália

Final do UEFA EURO 2012: Espanha 4-0 Itália
Na Polónia e Ucrânia, os espanhóis guardaram o melhor para o fim. David Silva, de cabeça, abriu o activo depois de uma fantástica série de passes, depois Jordi Alba foi ao ataque fazer o 2-0 e a Itália foi incapaz de reagir. No segundo tempo Fernando Torres marcou pela segunda final do EURO consecutiva, antes de fazer a assistência para o último golo, assinado pelo suplente Juan Mata, numa grande exibição espanhola.

EURO 2016: Itália 2-0 Espanha
EURO 2016: Itália 2-0 Espanha

Oitavos-de-final do UEFA EURO 2016: Itália 2-0 Espanha
Derrotada pela Espanha nas duas edições anteriores do EURO, a Itália estava determinada a que a história fosse, desta feita, outra quando as duas selecções se encontraram no Stade de France e acabaram mesmo por ser os "azzurri" a levar a melhor, colocando fim a um reinado de oito anos dos espanhóis como campeões europeus. Chiellini, numa jogada de insistência, inaugurou o marcador aos 33 minutos e, apesar de uma grande actuação de David de Gea na baliza espanhola, Graziano Pellè selou mesmo o triunfo italiano, já nos descontos.

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