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Suécia diz adeus ao Råsunda

Publicado: Quarta-feira, 15 de Agosto de 2012, 22.00CET
O Brasil derrotou a Suécia por 3-0 na despedida do Estádio Råsunda, mas os adeptos nórdicos, para não falar de Pelé, guardarão sempre gratas memórias do recinto de Solna.
por Sujay Dutt
de Estádio Råsunda
Suécia diz adeus ao Råsunda
O Estádio Råsunda recebeu o seu último jogo internacional ©Getty Images

Publicado: Quarta-feira, 15 de Agosto de 2012, 22.00CET

Suécia diz adeus ao Råsunda

O Brasil derrotou a Suécia por 3-0 na despedida do Estádio Råsunda, mas os adeptos nórdicos, para não falar de Pelé, guardarão sempre gratas memórias do recinto de Solna.

A vida do Estádio Råsunda chegou ao fim na quarta-feira tal como tinha começado, em 1937, com uma derrota da Suécia. No entanto, apesar do desaire por 3-0 frente ao Brasil, anfitrião do Campeonato do Mundo de 2014, as memórias que os adeptos “blågult” têm do recinto – destinado a ser substituído por um novo e multifuncional estádio, situado a quase um quilómetro de distância – são mais boas do que más.

Apesar de AIK Solna e Malmö FF se terem defrontado no primeiro jogo no Råsunda, em Abril de 1937, a inauguração formal só aconteceu a 17 de Maio, quando a Suécia perdeu por 4-0 frente à Inglaterra, num jogo amigável. Contudo, algumas semanas depois, o primeiro jogo oficial da Suécia pô-la no caminho das vitórias e a equipa da casa ganhou por 4-0 á Finlândia na fase de qualificação para o Mundial.

O derradeiro encontro oficial da Suécia no estádio também terminou com um triunfo, frente à Holanda, por 3-2, na qualificação para o UEFA EURO 2012, mas não houve lugar a despedida de sonho, com o penalty de Pato a ficar para a história como o último golo internacional marcado no Råsunda.

Suficientemente apropriado, Pelé esteve presente na cerimónia de abertura antes do jogo de quarta-feira, depois de se ter dado a conhecer, quando era ainda um jovem de 17 anos, ao marcar dois golos no triunfo do Brasil sobre a Suécia, por 5-2, na final do Mundial de 1958. "Mesmo que o estádio deixe de existir, o nome Råsunda nunca irá morrer", disse Pelé emocionado no início da semana.

Único estádio, juntamente com o Rose Bowl, em Pasadena, a ter acolhido a final de um Mundial masculino e feminino, o Råsunda recebeu 195 jogos da selecção principal, tendo a Suécia registado 116 vitórias, 43 empates e 36 derrotas. Gunnar Gren foi quem marcou mais golos pela Suécia no estádio (16), mas Henry "Garvis" Carlsson é o melhor marcador de sempre no Råsunda, com 60 golos ao serviço do AIK e oito com a camisola da Suécia. O estádio dará lugar a um bloco de apartamentos e escritórios e uma das principais vias de acesso passará a chamar-se Rua Garvis Carlsson.

O AIK vai continuar a jogar no Råsunda até 4 de Novembro e no último jogo – recordando 1937 – defronta o Malmö.

Três grandes jogos no Råsunda

Suécia 2-5 Brasil
29/06/58, final do Mundial
A Suécia tinha disputado três jogos da fase de grupos e um dos quartos-de-final no Råsunda a caminho da final, e a confiança aumentou ainda mais quando Nils Liedholm inaugurou o marcador frente ao Brasil. No entanto, os visitantes – com Didi, Vavá, Garrincha e Pelé no 11 inicial – responderam em força para assegurar o seu primeiro título mundial, numa partida em que Vavá e Pelé bisaram.

Suécia 2-1 Inglaterra
17/06/92, fase de grupos do EURO '92
A Suécia tinha quatro pontos e sabia que a Inglaterra precisava de vencer na última jornada da fase de grupos se quisesse chegar à fase a eliminar. Os anfitriões estiveram a perder, por culpa de um golo de David Platt aos quatro minutos, mas depois deixaram o público presente no Råsunda rendido. O cabeceamento de Jan Eriksson fez o empate e depois Thomas Brolin apontou o memorável golo da vitória, após combinações com Klas Ingesson e Martin Dahlin.

Suécia 3-2 Holanda
11/10/11, fase de qualificação para o UEFA EURO 2012
O último jogo oficial no Råsunda era também a derradeira oportunidade de a Suécia garantir o apuramento directo para o UEFA EURO 2012. Sem receio do adversário, que não tinha perdido pontos em nove jogos, Kim Källström deu à Suécia o início perfeito, com um livre em arco, mas quando os holandeses empataram e depois deram a volta ao marcador, as coisas pareciam encaminhar-se para o pior desfecho. Todavia, na segunda parte, Sebastian Larsson e Ola Toivonen deram a volta aos acontecimentos de forma emocionante.

Última actualização: 14-11-12 18.53CET

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