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Revista do Campeonato do Mundo Feminino de 2015

Publicado: segunda-feira, 6 de Julho de 2015, 14.40CET
O Mundial Feminino 2015 terminou e, apesar de nenhuma selecção da Europa ter chegado à final, houve muitos aspectos positivos para as oito participantes.
Revista do Campeonato do Mundo Feminino de 2015
As jogadoras de Inglaterra mostra as medalhas de bronze conquistadas no Canadá em 2015 ©AFP
Publicado: segunda-feira, 6 de Julho de 2015, 14.40CET

Revista do Campeonato do Mundo Feminino de 2015

O Mundial Feminino 2015 terminou e, apesar de nenhuma selecção da Europa ter chegado à final, houve muitos aspectos positivos para as oito participantes.

Inglaterra (terceiro lugar)
Nada favorita no torneio, a Inglaterra chegou pela primeira vez às meias-finais e esteve perto de obrigar o Japão a jogar mais 30 minutos extra até à altura em que Laura Bassett marcou um autogolo. Terminou como a melhor selecção da Europa graças à vitória de 1-0, após prolongamento, frente à Alemanha no jogo de atribuição do terceiro e quarto lugares – o primeiro triunfo sobre a campeã continental em 21 tentativas.

Alemanha (quarto lugar)
A Alemanha tem imperado na Europa desde 1995, mas as aspirações de seguir o reinado dominador de Silvia Neid chegaram ao fim frente aos Estados Unidos nas meias-finais. , numa caminhada em que Célia Šašić assinou seis golos e venceu a Bota de Ouro como melhor marcadora (ficou à frente de Carli Lloyd, dos Estados Unidos, devido a ter jogado menos minutos).

©AFP/Getty Images

Jessica Houara consola Claire Lavogez

França (quartos-de-final)
A França, uma das selecções favoritas antes do torneio e anfitriã da fase final em 2019, teve uma campanha de altos e baixos. Vitórias sobre Inglaterra e México intercalaram uma derrota inesperada diante da Colômbia por 2-0 e, tendo afastado depois a Coreia do Sul, as francesas dispuseram das melhores oportunidades diante a Alemanha, mas acabaram por cair nos quartos-de-final.

©Getty Images

Maren Mjelde marca frente à Alemanha

Noruega (quartos-de-final)
As expectativas eram elevadas para a Noruega, vice-campeã do UEFA Women's EURO 2013 e campeã mundial de 1995, antes mesmo do empate 1-1 na fase de grupos frente à Alemanha. Triunfos confortáveis contra a Tailândia e a Costa do Marfim asseguraram o apuramento para os oitavos-de-final, fase em foi afastada pela Inglaterra.

©Getty Images

Lieke Martens fez história pela Holanda

Holanda (oitavos-de-final)
A participar pela primeira vez numa fase final, a Holanda iniciou a prova com uma vitória de 1-0 sobre a Nova Zelândia, num jogo em que Lieke Martens assinou de forma espectacular o golo de estreia do país na competição. Um ponto diante da selecção anfitriã selou a qualificação para a fase a eliminar antes da derrota com a China. A terminar, as pupilas de Roger Reijners obrigaram o Japão, detentor do troféu, a aplicar-se e só perderam por 2-1.

©AFP/Getty Images

A Suécia não esconde o desalento

Suécia (oitavos-de-final)
BTerceira classificada há quatro anos, a Suécia, campeã da Europa em 1984, ficou num grupo difícil e pagou o preço de ter ficado na terceira posição. A equipa de Pia Sundhage empatou 3-3 no jogo de estreia frente à Nigéria e voltou a dividir os pontos diante dos Estados Unidos e da Austrália, antes de marcar encontro com a Alemanha. E, tal como nas meias-finais do UEFA Women's EURO 2013, a vitória sorriu à velha rival.

©AFP/Getty Images

A Suíça impressionou na estreia

Suíça (oitavos-de-final)
A Suíça terminou a prova de estreia com um desaire nos oitavos-de-final diante do Canadá. Antes disso, perdeu pela margem mínima com o Japão e por 2-1 diante dos Camarões, antes e depois da goleada de 10-1 imposta ao Equador, numa partida em que Fabienne Humm e Ramona Bachmann assinaram “hat-tricks”.

©AFP/Getty Images

Verónica Boquete festeja um golo pela Espanha

Espanha (fase de grupos)
Também estreante na competição, a Espanha foi a única selecção da Europa a falhar a presença na fase a eliminar, embora tivesse estado muito perto de lá chegar.

Torneio olímpico de 2016
As três selecções europeias que chegarem mais longe (exceptuando a Inglaterra, impossibilitada de participar) garantem presença no Brasil durante o Verão de 2016. Deste modo, Alemanha e França estão apuradas. A restante vaga será decidida num mini-torneio a realizar provisoriamente em Fevereiro/Março de 2016 e no qual participarão Holanda, Noruega, Suécia e Suíça.

Medalhas olímpicas anteriores (selecções europeias a negro)
2012: Estados Unidos (ouro), Japão (prata), Canadá (bronze); Londres, Reino Unido
2008: Estados Unidos (ouro), Brasil (prata), Alemanha (bronze); Pequim, China
2004: Estados Unidos (ouro), Brasil (prata), Alemanha (bronze); Atenas, Grécia
2000: Noruega (ouro), Estados Unidos (prata), Alemanha (bronze); Sydney, Austrália
1996: Estados Unidos (ouro), China (prata), Noruega (bronze); Atlanta, Estados Unidos

Última actualização: 06-07-15 15.11CET

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https://pt.uefa.com/womensworldcup/news/newsid=2263470.html#revista+campeonato+mundo+feminino+2015