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Caminho até à final

 

Caminho até à final

Na primeira jornada do torneio, a Alemanha – apesar de ter falhado um penalty – chegou ao intervalo a vencer por 5-0, numa reedição da final do Campeonato Europeu Feminino sénior, frente à Noruega. A desenvoltura e fluência das suas astutas combinações serviu como aviso de que a equipa de Maren Meinert seria o alvo a abater – tanto que a Suécia, campeã em 2012, se apresentou para defender, literalmente, o título no segundo jogo. Passando de um 4-4-2 para um 4-1-4-1 mais recuado, sofreu inúmeros ataques alemães durante quase uma hora, até que um corajoso cabeceamento, em mergulho, da avançada Pauline Bremer quebrou a sua resistência. Outro golo de cabeça de Bremer selou o triunfo por 2-0, que deu à Alemanha, sedenta de sucesso após a sua ausência em 2012, um lugar nas meias-finais, a uma ronda do fim.

Nos restantes jogos, o momento de forma contou menos. A Suécia de Calle Barrling tinha registado um começo de sonho na sua tentativa de revalidar o título, com uma vitória por 1-0 sobre a Finlândia, tento solitário marcado logo aos três minutos. Mas as pupilas de Marianne Miettinen ganharam ritmo e tamanho domínio que o empate, da autoria de Juliette Kemppi, foi escassa recompensa. Depois, as finlandesas foram obrigadas a remeterem-se à defesa, por uma selecção norueguesa desejosa de responder à pesada derrota sofrida diante da Alemanha. Ainda assim, produziram um contra-ataque clássico, a 12 minutos do fim, que ditou a eliminação do conjunto orientado por Jarl Torske. No entanto, o segundo lugar ainda estava em aberto. A Suécia podia garanti-lo se vencesse a Noruega e a Alemanha ganhasse à Finlândia. No entanto, a última jornada conheceu contornos inesperados. A perder por um golo ao intervalo, a Suécia sofreu mais dois nos primeiros seis minutos da segunda parte, caindo para o último lugar do Grupo B por culpa de uma derrota por 5-0. Quanto às finlandesas, que mais uma vez não se deixaram abalar pela desvantagem no marcador, asseguraram o segundo posto, mercê de um empate a um.

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O País de Gales defrontou as vizinhas de Inglaterra em Llanelli


O Grupo A também registou surpresas. A bem organizada selecção galesa, de Jarmo Matikainen, lidou de forma estóica com Dinamarca, Inglaterra e França durante largos períodos, mas acabou por perder os três jogos. A Inglaterra, apesar da imensa pressão a que foi sujeita frente à França, reagiu após o intervalo e somou um empate a zero na primeira jornada. A formação gaulesa, orientada por Gilles Eyquem, viu-se cedo em desvantagem na segunda partida, frente à Dinamarca, por culpa de um penalty, mas respondeu com três golos em 16 minutos. À partida para a derradeira ronda, França e Inglaterra tinham quatro pontos cada e a Dinamarca três. As "bleuettes" elevaram a sua contabilidade para sete graças a um triunfo sobre as anfitriãs, por 3-0. No entanto, o outro encontro teve um final surpreendente. A Dinamarca, a precisar de vencer, e que pressionava desde os 34 minutos, depois de sofrer um golo de penalty, sentenciou a sua eliminação concedendo mais dois nos últimos cinco minutos. Esses tentos tardios entregaram o primeiro lugar à Inglaterra, devido à diferença de golos, e as francesas, para seu desgosto, viram-se com a Alemanha pela frente nas meias-finais.

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Kadidiatou Diani marcou o golo da vitória de França nas meias-finais


No entanto, Eyquem fez o seu trabalho de casa. Durante a primeira parte do desafio em Llanelli, a atenção centrou-se em manietar o explosivo jogo atacante da Alemanha, mantendo seis jogadoras atrás da linha da bola. A estratégia ficou em perigo devido a constantes perdas de bola frente à feroz pressão alta das germânicas, mas após uma primeira parte sem golos, Eyquem fez entrar Kadidiatou Diani e Claire Lavogez para o flanco esquerdo e direito, respectivamente. Diani respondeu com dois golos em igual número de minutos, com o penalty solitário da Alemanha, em tempo de compensação, a ser mera consolação, enquanto a França terminou reduzida a dez jogadoras, após a expulsão da capitã Griedge M'Bock Bathy.

Na outra meia-final, as finlandesas foram arrasadas pelo empenho, força e velocidade sobre a bola das inglesas, sofrendo três golos antes do intervalo, despedindo-se da prova com uma derrota por 4-0. O desfecho representou ricos dividendos para o plano de jogo preconizado por Mo Marley, e a sua eficaz execução por parte de uma equipa que parecia crescer em estatuto e confiança a cada jogo. O torneio ia terminar com uma sequela fantástica entre duas equipas que tinham empatado a zero na primeira jornada.

http://pt.uefa.com/womensunder19/season=2013/technical-report/road-to-the-final/index.html#caminho+final