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UEFA faz evoluir futebol feminino

Publicado: Sexta-feira, 7 de Setembro de 2012, 9.42CET
A UEFA e as 53 federações suas filiadas vão fazer avançar projectos e actividades durante a época 2012/13 sob a égide do programa de desenvolvimento do futebol feminino.
por Mark Chaplin
de Nyon
UEFA faz evoluir futebol feminino
A Alemanha festeja a conquista do Campeonato da Europa Feminino de Sub-17 ©Sportsfile
Publicado: Sexta-feira, 7 de Setembro de 2012, 9.42CET

UEFA faz evoluir futebol feminino

A UEFA e as 53 federações suas filiadas vão fazer avançar projectos e actividades durante a época 2012/13 sob a égide do programa de desenvolvimento do futebol feminino.

O futebol feminino continua a florescer e a temporada futebolística de 2012/13 e seguintes irão ser a UEFA e as federações nacionais suas filiadas promoverem actividades e iniciativas sob a égide do programa de desenvolvimento de futebol feminino da UEFA (WFDP), com o apoio do programa HatTrick de auxílio às 53 federações nacionais.

Sob a égide do projecto WFDP, a palavra de ordem é expansão, com a UEFA e as federações nacionais a cooperarem para implementarem várias visões e práticas visando assegurar que o futebol feminino continua a crescer.

A UEFA visa promover a variante feminina no seio das federações nacionais suas filiadas. Encoraja as federações a estabelecerem importantes objectivos estratégicos e financeiros, incluindo a nomeação de mulheres para cargos importantes, e assegura que todas as federações têm um campeonato nacional. As actividades relacionadas com o futebol de formação estão a ser intensificadas, os planos de recrutamento e percursos das jogadoras visam ajudar as praticantes a encontrarem os níveis mais apropriados para cada uma, e as instalações e todo o ambiente envolvente devem ser o mais apropriado para jogadoras, árbitros e dirigentes e espectadores.

Steffi Jones, lenda do futebol feminino da Alemanha e incansável divulgadora e promotora da variante, foi nomeada embaixadora do projecto WFDP e está a trabalhar por toda a Europa em parceria com a UEFA para promover e supervisionar o desenvolvimento e o interesse das pessoas pelo futebol feminino.

As possibilidades de promoção do futebol feminino são ilimitadas. As estatísticas mostram que o futebol é o desporto colectivo mais praticado por mulheres na Europa e o número de jogadoras filiadas subiu de cerca de 239 mil em 1985 para aproximadamente 1,27 milhões em 2011. O Comité Executivo da UEFA reconheceu este crescimento e decidiu que, a partir do Verão de 2016, cada federação receberá anualmente, através do programa HatTrick, fundos significativos para serem aplicados exclusivamente no desenvolvimento do futebol feminino. Este investimento é um sinal claro do compromisso da UEFA para com o sector.

Para o período 2012-16, as federações europeias têm sido proactivas na resposta ao apelo da UEFA. Todas as 53 federações nacionais submeteram projectos para introdução ou reforço do futebol feminino nos respectivos países.

Pouco mais de 70 por cento dos projectos, em sintonia com a situação do futebol feminino no seio de cada federação, diz respeito aos escalões de formação, área crucial para a UEFA, em linha com a sua perspectiva de que o futebol de "raízes" está no âmago de todo o futebol e que todas as raparigas devem ter a oportunidade de jogar futebol ao nível que se sintam mais cómodas.

Outras iniciativas federativas concentram-se no futebol de elite e no futebol juvenil de elite, marketing e promoção, treino e, até, num caso particular, treino específico para guarda-redes. As iniciativas variam em abrangência e objectivos, de acordo com as necessidades de cada federação, mas todas têm potencial e a promessa de que irão beneficiar o futebol por toda a Europa.

Isto inclui uma nova academia para raparigas no centro nacional de futebol da Áustria, a edição inaugural do campeonato feminino na Bielorrússia, cursos de desenvolvimento específicos para guarda-redes na Noruega, campanhas de sensibilização em escolas na Letónia, a introdução do futebol feminino à sociedade na Grécia. Algumas federações pretendem lançar campeonatos para grupos etários (Azerbaijão, França, Turquia), outras estão a aumentar os recursos para detecção de talentos para o futuro (País de Gales, Irlanda do Norte) e outras ainda estão a consolidar actividades e infra-estruturas já em operação.

A UEFA continua a recolher informação das federações suas filiadas para monitorizar o progresso do futebol feminino em cada país e para poder proporcionar uma análise da situação a qualquer altura. Jones e os especialistas em futebol feminino poderão visitar as federações para darem conselhos e encorajamento, e a UEFA continuará a sua série de "workshops" sob a égide do inovador KISS (Programa de Partilha de Conhecimentos da UEFA), criado para elevar os padrões europeus, tanto a nível dos clubes como das federações.

"Devem ser providenciadas oportunidades a todas as raparigas que pretendam jogar futebol nos seus bairros ou aldeias, independentemente da técnica ou talento, oferecendo-lhes um ambiente seguro e saudável para que possam jogar e cumprir as suas aspirações", disse Karen Espelund, a respeitada norueguesa que se tornou na primeira mulher membro de plenos poderes do Comité Executivo da UEFA.

"Precisamos de Ligas mais fortes, mais mulheres árbitros, dirigentes e treinadoras e precisamos de representação feminina a todos os níveis. A UEFA tomou algumas decisões corajosas e cabe agora às federações nacionais dar-lhes seguimento. A UEFA estará ao seu lado no seu apoio."

Última actualização: 13-02-14 18.03CET

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