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Qualidade de jogo elogiada

Raízes do futebol

Os Observadores Técnicos da UEFA afirmam que a diferença de qualidade entre as melhores formações e as restantes é cada vez menor.

A alemã Josephine Henning (à esquerda) em luta com a norueguesa Ingvild Isaksen
A alemã Josephine Henning (à esquerda) em luta com a norueguesa Ingvild Isaksen ©Sportsfile

O Observador Técnico da UEFA, Graham Turner, ficou impressionado com o acréscimo de qualidade do futebol praticado no Campeonato da Europa Feminino Sub-19, referindo que a diferença de qualidade entre as melhores formações e as restantes é cada vez menor.

Técnica aperfeiçoada
"O que mais me impressionou foi o aperfeiçoamento da habilidade técnica e o consequente equilíbrio de forças entre as equipas", disse Turner. "Mesmo que tomemos como exemplo o que se passou há alguns anos, podemos constatar que algumas selecções eram muito superiores às outras. Actualmente ainda há algumas que têm uma ligeira vantagem, mas as diferenças têm vindo a esbater-se". E as estatísticas comprovam isso, pois dos 15 desafios realizados no Vale do Loire, apenas três terminaram com uma vitória por três ou mais golos de diferença. A Itália, vencedora do torneio, sofreu três golos sem resposta frente à Espanha, numa partida na qual fez descansar algumas jogadoras. A Escócia sofreu sete tentos da Alemanha e deixou a prova sem um único ponto, mas já antes tinha sido um adversário difícil de ultrapassar para Inglaterra e Suécia no Grupo B. "O seu contributo foi precioso", continuou Turner. "Vieram para este torneio sem qualquer tipo de complexos e jogaram um tipo de futebol agradável e ofensivo".

Qualidades na baliza
O futebol ofensivo foi particularmente sentido pelas guarda-redes, e Turner acredita que estas se mostraram à altura dos acontecimentos. "No passado pareciam ser um dos elos mais fracos", explicou. "Mas inúmeras selecções possuem agora treinadores de guarda-redes e têm sido desenvolvidos esforços para melhorar o seu desempenho na baliza. Muitas delas são altas, algo que antes não era muito comum, e talvez isso seja uma condição essencial no presente, uma vez que se atribui bastante importância aos cruzamentos para a área e ao jogo aéreo. Ser guarda-redes neste torneio foi algo muito exigente e poucas se deram ao luxo de ter um jogo tranquilo".

Diferença menor
A melhoria das qualidades técnicas das jogadoras de campo e das guarda-redes provou que os erros pagam-se cada vez mais caro, à medida que a diferença entre vencer e perder é cada vez menor. "A Inglaterra foi eliminada pela margem mínima, o mesmo acontecendo com a França, por isso a diferença entre o sucesso e o falhanço é realmente muito pequena", referiu Turner. "Foi um torneio muito bom e interessante, com estilos de jogo diferentes e esquemas estruturais diversos, evidenciando-se igualmente a capacidade como as equipas mudavam tacticamente, de modo a adequarem-se a situações específicas do desafio. As equipas têm-se tornado muito mais sofisticadas".