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Inglaterra finalmente recompensada nos penalties

Tantas vezes derrotada nas grandes penalidades no escalão principal, a Inglaterra levou a melhor no desempate ante a Holanda e conquistou o troféu pela segunda vez em cinco anos.
por Tom Kell
de Mellieha
Inglaterra finalmente recompensada nos penalties
Ryan Ledson (England) ©Domenic Aquilina
SSI Err

Inglaterra finalmente recompensada nos penalties

Tantas vezes derrotada nas grandes penalidades no escalão principal, a Inglaterra levou a melhor no desempate ante a Holanda e conquistou o troféu pela segunda vez em cinco anos.

A Inglaterra e o seleccionador John Peacock ergueram o troféu do Campeonato da Europa de Sub-17 pela segunda vez em cinco anos.

Peacock levou a Inglaterra ao triunfo no Liechtenstein em 2010 e, no seu oitavo torneio no comando, voltou a ganhar em Malta. O derradeiro obstáculo dos jovens ingleses foi a Holanda, presente na quarta final do escalão em seis anos. Apesar da Holanda ter derrotado a Inglaterra na fase de grupos, não conseguiu repetir o feito na final e foi batida por 4-1 no desempate por grandes penalidades, depois de 1-1 no final dos 80 minutos. Dominic Solanke e Jari Schuurman marcaram os tentos na final, terminando a prova como melhores marcadores, ambos com quatro golos.

Calvin Verdonk, um dos dois holandeses que falhou a respectiva grande penalidade no desempate frente aos ingleses na final, marcou dos 11 metros na primeira jornada da prova, na partida em que a Holanda deu a volta ao marcador para derrotar a Turquia por 3-2. A Inglaterra também marcou por três ocasiões, com o talentoso extremo Patrick Roberts a bisar na vitória por 3-0 sobre a equipa da casa. Na ilha de Gozo, no Grupo B, a Alemanha marcou primeiro – naquele que seria o seu único golo na competição – mas empatou 1-1 com a Suíça. Portugal bateu a Escócia por 2-0.

O guarda-redes da Inglaterra, Freddie Woodman, um dos heróis do desempate na final, já tinha mostrado categoria nesse capítulo, na segunda jornada, ao parar a tentativa de Enes Ünal, na partida em que a Inglaterra começou a perder antes de derrotar a Turquia por 4-1. O jogo seguinte teve também de muitos golos: os anfitriões marcaram por duas vezes, insuficientes no entanto ante os cinco apontados pelos holandeses. Desde modo, Holanda e Inglaterra ficaram apuradas a uma jornada do fim. Portugal fez o mesmo no respectivo grupo ao bater a Suíça por 1-0.

A Escócia estreou-se a marcar ao derrotar a Alemanha por 1-0 e precisava apenas de um ponto ante a Suíça para se apurar. Somou três, com duas substituições ao intervalo a ajudarem na reviravolta concluída em 3-1. O conjunto de Scot Gemmill esteve muito perto de enfrentar a vizinha Inglaterra na meia-final, mas os pupilos de Peacock foram derrotados pela Holanda por 2-0 – Verdonk marcou o primeiro com um excelente pontapé –, pelo que ficou em segundo no Grupo A.

De pouco interessou a Inglaterra não ter ganho o seu grupo, pois derrotou Portugal nas meias-finais – numa espécie de vingança para Peacock, derrotado pelo adversário na mesma fase prova, em 2003. Na outra partida de apuramento para a final, a equipa de Maarten Stekelenburg teve tarefa facilitada ante os escoceses. Goleou por 5-0 e marcou novo confronto com a Inglaterra.

Apesar da notável assistência de Steven Bergwijn ter proporcionado o tento do empate para a Holanda, a Inglaterra revelou-se superior no desempate por grandes penalidades para gáudio de Peacock.

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