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2004: Cesc Fabregas

por Andrew Haslam

2004: Cesc Fabregas

O talento precoce de Cesc Fabregas é tal que é fácil esquecer que o médio tem apenas 20 anos de idade e que está na sua terceira época como titular na primeira equipa do Arsenal FC.

Nascido na cidade catalã de Arenys de Mar a 4 de Maio de 1987, Fabregas começou a sua carreira no FC Barcelona e tornou-se conhecido mundialmente no Campeonato do Mundo de Sub-17, em 2003. Os seus cinco golos ajudaram a Espanha a chegar à final e, apesar da derrota pela margem mínima pelo Brasil, Fabregas ficou com o prémio de consolação de Jogador do Torneio e já era um jogador mais experiente quando, em 2004, participou no Campeonato da Europa de Sub-17.

Nessa altura já ele abandonara o Barça para ingressar no Arsenal e o seu golo contra o Wolverhampton Wanderers FC, em Dezembro de 2003, fez dele o mais jovem jogador da história do clube a marcar, pois na altura contava apenas com 16 anos e 212 dias. Também alinhou nos três encontros disputados pela Espanha na Ronda de Elite rumo ao apuramento para a fase final do Europeu de Sub-17, em França, marcando ainda nos 6-1 à Hungria e, em terras gaulesas, rapidamente, mostrou a sua grande qualidade.

Descrito como "um talento extraordinário" pelo treinador da equipa espanhola de Sub-17, Juan Santisteban, Fabregas festejou o seu 17º aniversário no dia do encontro ante a Turquia na partida de abertura da prova, onde ajudou a sua equipa a ganhar por 1-0. A sua exibição valeu-lhe os maiores elogios de Santisteban. "Cesc é fundamental para nós", disse o seleccionador espanhol. "Ele tem a experiência que muitos outros não têm, pois joga no Arsenal e esteve connosco [em 2003] quando ainda estava no escalão etário abaixo. Ele tem uma qualidade extraordinária, adoro-o ver jogar. Ele passa bem a bola, ataca bem; em resumo, ele tem tudo".

Fabregas foi incapaz de impedir a derrota da Espanha no segundo jogo ante a França, mas, no entanto, voltou a brilhar no terceiro e derradeiro encontro da fase de grupos, produzindo uma grande exibição que ajudou a sua equipa a chegar à meia-final. Na fase de grupos, o jovem médio não era visto como uma das estrelas da equipa, mas na meia-final contra a Inglaterra foi um dos protagonistas ao participar na jogada que deu o golo madrugador a Marcos. Os ingleses viriam a empatar e quando o encontro parecia dirigir-se para o prolongamento, a Espanha, no último minuto, beneficia de uma grande penalidade. Fabregas, sem acusar o nervosismo, marcou o golo que colocaria a Espanha na final.

Apesar da derrota na final ante a equipa da casa, Santisteban logo a seguir ao encontro falou na vantagem da disputa desta competição para os seus jogadores: "Os meus jogadores estão, como é óbvio, muito tristes e a chorar no balneário, o que é natural quando se perde uma final. Mas olhando para trás, esta foi uma competição de grande nível e penso que foi muito boa para os meus jogadores". Fabregas, mais que todos os outros, provou quão certas estavam aquelas palavras, aparecendo ao mais alto nível nas épocas que se seguiram e tornando-se um dos jogadores-chave do Arsenal, sem falar da principal selecção espanhola.

Última actualização: 15-05-16 16.43CET

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