A desilusão do avançado espanhol David Rodríguez Sánchez, que viu a sua equipa perder frente a Portugal, por 2-1, na final do Campeonato da Europa de Sub-17 de 2003, terá sido atenuada parcialmente pelo facto de ter sido o melhor marcador da prova, com três golos de vantagem sobre o concorrente mais próximo.
Só o inglês James Milner e o seu colega Cases, com três golos cada um, se aproximaram dos seis remates certeiros de David, que decidiu a questão do melhor marcador ao assinar quatro golos na meia-final contra a Áustria, um jogo que terminou com um resultado de 5-2. Curiosamente, David não foi titular indiscutível nos primeiros jogos do Europeu, só entrando em campo no 62º minuto do jogo de estreia, frente à Itália. No encontro seguinte, frente a Israel, foi titular e contribuiu com um golo para o triunfo dos espanhóis por 3-0, voltando ao banco de suplentes para o empate a duas bolas diante da Inglaterra.
Voltou a ser titular na meia-final frente aos austríacos e justificou a escolha ao assinar um "hat-trick" na primeira parte. Marcou ainda mais um golo, antes de ser substituído aos 68 minutos, convencendo definitivamente o treinador Juan Santisteban que merecia jogar de início na final. Em Viseu, Portugal chegou ao intervalo a vencer, mas David colocou o marcador em 1-1 aos 47 minutos com um espectacular remate de cabeça, mas no final os portugueses conquistaram o título, ao vencerem por 2-1. No entanto, a capacidade de desmarcação, o sentido de oportunidade e a grande rapidez que David mostrou durante o Europeu transformaram-no numa das figuras da prova.
Na verdade, surgiram imediatamente comparações como Fernando Torres, uma antiga estrela das equipas jovens de Espanha e colega de David no Club Atlético de Madrid, que tinha 19 anos na altura e foi o autor do golo da vitória espanhola no Campeonato da Europa de Sub-16 de 2001. "Raúl González, Andriy Shevchenko e Torres são os jogadores que mais admiro", afirmou David. "Mas, por favor, não me compararem com Torres, pois ainda não fiz nada na minha carreira. Ainda tenho um longo caminho a percorrer e pretendo evoluir pouco a pouco".
Na época 2002/03, marcou 27 golos pela equipa de reservas do Atlético, justificando grandes expectativas para o seu futuro. Claro que, com Torres na primeira equipa do clube de Madrid, sentiu dificuldades para evoluir nos seniores. Embora continue ligado contratualmente aos "colchoneros", foi emprestado ao FC Ciudad de Murcia e ao UD Las Palmas. O seu irmão Sérgio integrou a selecção espanhola que conquistou o título europeu de Sub-17 de 2007.
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