
A Juventus FC alcançou o que o seu vizinho e rival Torino Calcio havia falhado um ano antes, ao conquistar a terceira Taça UEFA do seu historial em 1993. O arquitecto do triunfo foi o internacional alemão Andreas Möller, o que tornou a derrota ainda mais amarga para o adversário da formação italiana nessa final, o BV Borussia Dortmund. Contudo, o resultado de 6-1 no conjunto das duas mãos deixava bem evidentes as diferenças entre as equipas orientadas por Ottmar Hitzfeld e Giovanni Trapattoni.
Maior classe
Efectivamente, a Juventus tinha já vindo a demonstrar a sua classe desde que a primeira eliminatória, em que marcou dez golos ao Anorthosis Famagusta FC. E, apesar de uma derrota por 2-1 frente Benfica nos quartos-de-final, a continuidade da formação italiana na prova nunca pareceu verdadeiramente ameaçada. De facto, a equipa alemã acabou por ter o mesmo destino de Panathinaikos FC, SK Sigma Olomouc e Paris Saint-Germain FC, saindo goleada por 3-0 da segunda mão, em Turim.
Bis de Baggio
Se os "bianconeri" estavam no início de uma nova era de sucesso a nível interno e internacional, o Dortmund também não estava muito longe. Era, sem dúvida, um justo finalista, depois de ter deixado para trás equipas cotadas como Celtic FC, Real Zaragoza e AS Roma, antes de eliminar o AJ Auxerre nos penalties, já nas meias-finais. Ainda assim, as suas ambições desvaneceram-se logo no jogo da primeira mão, no Westfalenstadion. Um golo de Michael Rummenigge logo aos dois minutos não deixava antever o que se iria seguir com a Juventus dar a volta ao resultado com dois golos de Roberto Baggio e um do outro Baggio, Dino. O 3-0 verificado na segunda mão serviu apenas para confirmar o triunfo da equipa italiana.
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